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Federação responde às reclamações das associações distritais

FPJ admite compromissos herdados que atrasam duodécimos a distritais; risco de sanções da FIJ e agravamento da dívida se não pagar 200 mil euros até junho

Sérgio Pina
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  • Duas associações distritais, Santarém e Coimbra, relataram à Federação Portuguesa de Judo (FPJ) o atraso de duodécimos em seis meses e pediram a demissão do presidente Sérgio Pina, apelando à Tutela.
  • A FPJ emitiu um comunicado a defender-se das acusações, alegando uma situação financeira difícil herdada da gestão anterior que compromete a gestão atual.
  • A Federação avança que precisa pagar cerca de 200.000 euros à International Judo Federation até junho, sob pena de reativar sanções e aumentar a dívida em aproximadamente 1 milhão de euros.
  • A Direção afirma estar a gerir a estabilidade institucional e a regularização de apoios às Associações Distritais, sem descurar os atletas que competem internacionalmente.
  • O comunicado critica declarações públicas contraditórias e pede responsabilidade de todos os agentes, mantendo processos internos de análise para apurar responsabilidades da gestão anterior.

Duas associações distritais, Santarém e Coimbra, reclamaram à Federação Portuguesa de Judo (FPJ) o pagamento de duodécimos em atraso de seis meses, pedindo a demissão do presidente Sérgio Pina e apelando à intervenção da tutela. A reação veio na sequência das declarações dos responsáveis António Leal e Jorge Fernandes, em entrevista à Record.

A FPJ emitiu um comunicado para esclarecer a posição da direção perante as críticas, apontando dificuldades financeiras herdadas de gestões anteriores. A federação sustenta que o actual quadro financeiro condiciona a capacidade de cumprir obrigações, incluindo responsabilidades com o circuito internacional e apoios às associações distritais.

Segundo o documento, a FPJ tem por prioridade assegurar o pagamento de cerca de 200 mil euros à International Judo Federation até junho, sob pena de reativação de sanções e agravamento da dívida em quase 1 milhão de euros, com impactos relevantes para a modalidade.

Contexto financeiro e responsabilidade institucional

O comunicado reforça que a direção gere a estabilidade institucional dentro dos limites legais, mantendo a possibilidade de os atletas competirem ao nível internacional e assegurando a regularização dos apoios às Associações Distritais. Não obstante, critica a incoerência de posições públicas que surgiram fora do âmbito da Assembleia Geral, onde foi reconhecida a necessidade de apoiar a direção atual.

A FPJ adianta que estão em curso procedimentos internos para apoiar a defesa de processos judiciais relacionados à gestão anterior, com objetivo de apurar responsabilidades, sempre dentro dos mecanismos legais. O texto conclui destacando a importância de evitar declarações que comprometam a confiança na modalidade e reiterando o compromisso com a transparência e o diálogo institucional.

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