- A Câmara do Porto informou que não vai participar no leilão do Estádio do Bessa e aponta os órgãos do Boavista como responsáveis pela resolução da crise.
- O leilão, em processo de insolvência, tem base global de cerca de 38 milhões de euros e decorre com intervenção da Leilosoc até 20 de maio.
- A autarquia afirma que não pode interferir num processo deste tipo nem condicionar o funcionamento do mercado, salientando que a participação estaria sujeita a aprovação dos seus órgãos.
- O Boavista enfrenta contestação interna e questões sobre o património, com a claque Panteras Negras a anunciar ações judiciais para travar a venda e a exigir posição legal na defesa do clube.
- O município diz estar disponível para dialogar e procurar soluções que garantam a continuidade da prática desportiva e formação de jovens, mantendo o acompanhamento do processo com responsabilidade e respeito pela legalidade.
A Câmara do Porto anunciou que não vai participar no leilão do Estádio do Bessa. A decisão responsabiliza os órgãos do Boavista pela resolução estrutural da crise, apesar da pressão pública para intervenção municipal. O leilão está em curso desde segunda-feira e tem base global de cerca de 38 milhões de euros.
Segundo o município, não se pode interferir num processo de leilão nem condicionar o seu regular desenvolvimento. A participação municipal seria apenas com aprovação dos órgãos autárquicos, mas a autarquia concluiu que não fará parte do processo.
O cenário envolve o Boavista, clube cuja infraestrutura está a ser leiloada em contexto de insolvência superior a 150 milhões de euros. O estado atual do património e o peso social do Boavista são pontos de preocupação reforçados pela autarquia.
Situação do Leilão e Participação Municipal
A exploração do leilão, mediada pela Leilosoc, mantém-se até 20 de maio. O património inclui o Estádio do Bessa e o complexo desportivo, cujos ativos estão sob avaliação no seguimento de dívidas e desordem financeira do clube.
Algumas vozes fora da Câmara defendem intervenção pública para proteger o património. Houve pedidos para classificar o Estádio do Bessa como bem de interesse público ou património imaterial de interesse municipal, com potencial efeito limitante à alienação.
A Câmara, porém, afirma que a resolução da matéria depende principalmente dos órgãos do Boavista e de decisões dos seus associados. Mantém-se disponível para dialogar com as partes para evitar prejuízos desportivos e formativos para jovens atletas.
Reações e Contestações
A direção do Boavista enfrenta contestação interna, incluindo ações judiciais anunciadas por adeptos organizados para travar a venda dos ativos. O movimento interno Unidos pelo Boavista exige uma assembleia geral extraordinária para destituição da direção e criação de uma comissão administrativa.
Enquanto o processo tramita, a Câmara declara acompanhar o caso com foco na legalidade e no interesse público, sem interferir diretamente no leilão. O objetivo é assegurar a continuidade da prática desportiva e da formação de jovens atletas.
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