- Dois atletas masculinos quebraram pela primeira vez a barreira das duas horas na maratona de Londres, com tempos de 1:59:30 e 1:59:41.
- Foi a primeira vez que uma prova oficial teve dois corredores abaixo das duas horas, diferente do que aconteceu em condições controladas com Eliud Kipchoge.
- O ambiente da cidade, a participação massiva e a presença de pacemakers contribuíram para o desempenho, segundo especialistas e atletas.
- Factores tecnológicos, incluindo sapatilhas ultraleves, foram apontados como parte determinante no resultado, com atletas a usar modelos de cerca de 97 gramas.
- Analistas apontam que o sistema completo — treino, equipa, climatologia e tecnologia — explica, em parte, estes recordes, levantando a questão sobre até onde a tecnologia pode influenciar o desempenho humano.
Dois corredores romperam a barreira das duas horas na maratona masculina de Londres, marcando uma mudança de era no atletismo de fundo. Sebastian Sawe, do Quénia, concluiu a prova em 1:59:30, enquanto Yomif Kejelcha, da Etiópia, terminou em 1:59:41. Foi a primeira vez que uma maratona oficial registou tempos abaixo de 2 horas, em condições normais de competição.
A prova, realizada em Londres, contou com cerca de 59 000 participantes. Sawe afirmou sentir-se motivado pelo apoio da multidão e pela pressão positiva que o ambiente gerou. A presença de Kejelcha, pela primeira vez na maratona, também impactou o ritmo do duo ao longo dos 42,195 km.
A questão que fica é como este marco foi alcançado. Especialistas apontam para uma conjugação de fatores que vão além do talento individual. O clima na cidade, com temperaturas entre 10 e 15°C e vento favorável, foi citado como um elemento favorável ao desempenho.
Fatores e impactos
Analistas destacam a influência de pacemakers e do estado psicológico na obtenção de tais tempos. A ausência de condições controladas, porém, não impediu Sawe e Kejelcha de explorarem ao máximo o sistema de corrida. A ambiência de apoio ao longo do percurso também é mencionada como fator de estímulo.
Tecnologia e treino
Observa-se também a presença de tecnologia de reprodução de corridas, com os atletas a utilizarem sapatos de peso muito reduzido, cerca de 97 gramas. Quase todos os primeiros cinco classificados tinham patrocínio da mesma marca, o que levanta questões sobre o peso da tecnologia na performance.
Perspectivas do esporte
Cientistas destacam que os supershoes podem aumentar a economia de corrida em até 6%, com variação entre atletas. A discussão aponta para a necessidade de enquadrar o progresso dentro de regras e de avaliar o que exatamente está a ser medido quando se batem recordes.
Futuro das maratonas
Mesmo com este marco, a maratona de Londres não é a pista mais rápida do circuito. Eventos como Berlim mantêm condições que costumam favorecer tempos ainda mais baixos. A evolução poderá seguir explorando tanto o lado humano como o tecnológico, sem conclusões definitivas.
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