- Os Panteras Negras, claque do Boavista, disseram trabalhar com o departamento jurídico para requerer a nulidade total do processo de insolvência e suspender a alienação de ativos, visando travar o leilão eletrónico do Estádio do Bessa e do complexo desportivo adjacente, no Porto.
- O leilão tem base de valor de 38 milhões de euros e ocorre num contexto de dívidas superiores a 150 milhões de euros da instituição.
- O Boavista foi campeão nacional em 2000/01 e, atualmente, ocupa o último lugar da I Liga; a SAD, sob liderança de Fary Faye, joga no Parque Desportivo de Ramalde.
- Os Panteras Negras acusam a direção de avançar para a insolvência sem aprovação prévia de um plano de recuperação, questionando promessas de capital que nunca se concretizaram e alegando falta de transparência sobre investidores.
- A claque atribui responsabilidade também ao Conselho Geral, afirmando que não aceita assistir passivamente ao fim do clube; em 2025 surgiu o Panteras Negras Footballers Club, visto como estrutura de apoio a uma eventual reconstrução.
O processo de insolvência do Boavista Futebol Clube, campeão nacional em 2000/01, envolve o leilão do Estádio do Bessa e do complexo desportivo adjacente, marcado para a próxima semana no Porto. O valor-base do arrematação é de 38 milhões de euros. A dívida do clube supera os 150 milhões.
A claque Panteras Negras afirma estar a trabalhar com o seu departamento jurídico para requerer a nulidade total do processo de insolvência e suspender a alienação de ativos. O objetivo é evitar o que dizem ser um desfecho catastrófico para o Boavista.
A reação surge após o anúncio do leilão, que ocorre num momento de dificuldades da instituição. A direção atual é acusada pela claque de ter seguido uma estratégia arriscada ao avançar para a insolvência sem um plano de recuperação aprovado previamente.
A claque aponta falta de transparência sobre investidores e promete responsabilizar o Conselho Geral, dizendo que pode haver culpabilidade tanto da direção como do órgão social se continuarem com este caminho.
O Boavista, que vive o que denomina uma fase de “morte lenta”, ocupa atualmente o último lugar da I Liga na AF Porto, jogando no Parque Desportivo de Ramalde. O clube já chegou a inscrever-se na última divisão distrital e desistiu em outubro de 2025 devido a dívidas e impedimentos da FIFA.
Antecipa-se o colapso do Boavista, levando à criação do Panteras Negras Footballers Club em 2025. O grupo, liderado por Nuno Fonseca, surge como estrutura independente para uma eventual reconstrução do emblema axadrezado no futuro.
Panteras Negras: contexto e desdobramentos futuros
A associação mantém-se legalmente constituída e afirma celebrar a identidade do clube, servindo como guardiã da mística para a sobrevivência do Boavista. O leilão representa o desfecho atual de um processo longo e conturbado.
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