- O Benfica registou um resultado líquido positivo de 29 milhões de euros no primeiro semestre da temporada 2025-26, em contas individuais, abaixo dos 34,6 milhões do período homólogo.
- Sem considerar o efeito do método de equivalência patrimonial, o resultado operacional ficou em 6,7 milhões de euros, mais 6% face aos 6,3 milhões do semestre anterior.
- Os rendimentos operacionais ascenderam a 36,8 milhões de euros, com quitação de quotas de adesão (12,4 milhões) e merchandising (11,5 milhões); os royalties da marca caíram para 8,8 milhões (-9%).
- As despesas operacionais somaram 30 milhões de euros; o impacto da transferência do futebol feminino para a SAD foi de 0,4 milhões e os encargos com as eleições dos órgãos sociais ficaram em 3,2 milhões.
- A título agregado, o ativo consolidado é de 122,6 milhões de euros, o passivo de 85,3 milhões e os capitais próprios de 37,3 milhões; a dívida líquida situou-se em 204 milhões. O lucro consolidado nos primeiros seis meses foi de 44,6 milhões de euros, com o operacional em 53,7 milhões.
O Benfica fechou o primeiro semestre de 2025-26 com lucro líquido de 29 milhões de euros nas contas individuais, face aos 34,6 milhões do período homólogo. O anúncio foi feito pelo clube na sexta-feira. O resultado teve fatores de influência o MEP, o rendimento da SAD e gastos com eleições.
Sem considerar esses fatores, o Benfica registrou um resultado operacional de 6,7 milhões de euros entre 1 de julho e 31 de dezembro de 2025, acima dos 6,3 milhões do semestre inicial da época anterior. O crescimento é de 6%.
Aumento observado nos rendimentos operacionais — 36,8 milhões frente a 35,8 milhões no mesmo intervalo de 2024-25 — resulta de melhores registos em quotização (12,4 milhões) e merchandise (11,5 milhões), enquanto os royalties da marca caíram para 8,8 milhões.
Contexto financeiro e custos
O clube aponta que a transferência definitiva do direito de exploração do futebol feminino para a SAD teve impacto de 0,4 milhões de euros nos seis meses, abaixo dos 2,5 milhões registados no período anterior. Os gastos com as eleições para o quadriénio 2025-29 somaram 3,2 milhões.
O ativo do Benfica atingiu 122,6 milhões, o passivo 85,3 milhões e os fundos patrimoniais 37,3 milhões, com crescimentos relevantes face a 2024-25. A dívida líquida manteve-se em 204 milhões de euros, representando 1,2% de variação.
Contas consolidadas e contributos setoriais
Nas contas consolidadas, o resultado líquido dos primeiros seis meses ascendeu a 44,6 milhões, com 29,5 milhões atribuíveis ao clube e 15,1 milhões aos interesses minoritários. O resultado operacional consolidado foi de 53,7 milhões, fortemente influenciado por transações de direitos de atletas.
Em novembro do ano passado, o Benfica confirmou a reeleição de Rui Costa para a presidência, após uma competição com João Noronha Lopes. No primeiro semestre, a gestão manteve foco na contenção de gastos e no crescimento sustentável dos rendimentos.
Perspectivas e observações finais
O clube destacou que, segundo o plano orçamental de 2025-26, o resultado operacional esperado era de 5,5 milhões, com o impacto do processo eleitoral a representar um desvio de cerca de 2,7 milhões face às estimativas iniciais. O objetivo para o segundo semestre é manter equilíbrio financeiro.
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