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Primeira Grande-Mestre portuguesa de xadrez admite comentários sexistas

Filipa Pipiras, aos 20 anos, torna-se Grande Mestre Feminina de xadrez, marco histórico no país, e denuncia comentários sexistas e desequilíbrio de género

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  • A jogadora portuguesa Filipa Pipiras, aos 20 anos, tornou-se Grande Mestre Feminina do xadrez nacional após o Grenke Open, em Karlsruhe, Alemanha.
  • Vive no Porto, nasceu na Carolina do Norte, EUA, em 2005, e compete pelo Colégio Efanor; falta-lhe apenas uma norma para ser Mestre Internacional.
  • Diz que é um marco histórico para o xadrez português e pode inspirar outras raparigas e mulheres a jogar, destacando a importância do trabalho e da paixão.
  • Lamenta a persistência de comentários sexistas e do desequilíbrio entre jogadoras e jogadores, apesar de haver maior consciência sobre o tema.
  • Quando não está a competir, é aluna de Medicina no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, na Universidade do Porto, e gosta de tocar violoncelo.

Filipa Pipiras, jogadora portuguesa, tornou-se aos 20 anos Grande Mestre Feminina de xadrez após a participação no Grenke Open, em Karlsruhe, Alemanha. Ainda lhe falta apenas uma norma para alcançar o título de Mestre Internacional, o objetivo que a acompanha na carreira.

A atleta, que vive no Porto e compete pelo Colégio Efanor, nasceu em 2005 na Carolina do Norte, EUA. Enquanto se dedica ao estudo de Medicina no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, da Universidade do Porto, associa o treino intenso a uma vida académica exigente.

Ao tocar violoncelo nos tempos livres, Pipiras descreve o feito como marco histórico para o xadrez português e para a visibilidade das mulheres na modalidade. Assinala que o desafio continua a ser desigualdade de género no número de jogadoras e de referências.

Ela reforça que o título representa, acima de tudo, uma prova de que trabalho, persistência e paixão ajudam a alcançar grandes objetivos. E acrescenta que o caminho não encerra o seu potencial, mantendo o foco na melhoria contínua.

Desafios de género no xadrez

A atleta lamenta a persistência de comentários sexistas, por vezes subtis, outras vezes explícitos, dentro e fora do tabuleiro. Observa ainda um desequilíbrio entre o número de jogadoras e jogadores, com impacto na visibilidade e no ambiente competitivo.

Pipiras aponta que o maior ganho do sucesso é inspirar outras jovens a praticar xadrez. Defende que o avanço deve ser acompanhado de maior apoio institucional, acesso a recursos e oportunidades iguais para todos os talentos, independentemente do género.

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