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Mulheres são um terço da liderança nas federações desportivas, ainda por fazer

Apesar de uma progressão, apenas um terço dos cargos executivos em federações internacionais é ocupado por mulheres; a paridade continua rara, com a World Athletics na liderança

Federações de andebol são as que têm menor representaçao feminina nos cargos diretivos, com apenas 10%. Seguem-se-lhe as de canoagem (13,33%), ténis (17,65%), lutas amadoras (20%) e basquetebol (21,43%)
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  • Nas 30 federações internacionais que integram a ASOIF, as mulheres ocupam 32,02% dos cargos executivos em 2026, subindo desde 2018, quando houve um aumento de 18,3%.
  • Ainda assim, a liderança é, na maioria, masculina, com 67,98% de homens na governação de topo em 2026, face a 81,7% em 2018.
  • Apenas três federações são presididas por mulheres; exemplos apontados são Annika Sörenstam (golfe), Petra Sörling (ténis de mesa) e Patama Leeswadtrakul (badminton).
  • A World Athletics atingiu paridade no nível diretivo (50% de homens e de mulheres); outras federações com quotas próximas incluem equestrian (47,62%) e ténis de mesa (45,45%).
  • A SIGA alerta para a necessidade de reformas de governação e de programas de mentoria para acelerar a igualdade de género nas estruturas dirigentes do desporto.

As mulheres ocupam um terço dos cargos executivos de 30 federações internacionais, revela o Estudo SIGA 2026 sobre a representatividade feminina nos órgãos executivos de topo. O relatório aponta 32,02% de representantes femininos nas estruturas analisadas, um aumento moderado face a 2024.

A subida desde 2018 teve origem numa evolução de 18,3% nesse período, ainda que o comando continue fortemente masculino. A taxa de dominância masculina manteve-se acima dos 67% entre 2018 e 2026, com variações significativas entre modalidades.

Liderança e distribuição por federação

Entre as federações sob a ASOIF, apenas 3 de 30 têm uma presidente mulher, incluindo casos de golfista Annika Sörenstam, Petra Sörling no ténis de mesa e Patama Leeswadtrakul no badminton. O COI passou a ter uma mulher na liderança pela primeira vez, Kirsty Coventry, mas não elimina o desequilíbrio estrutural.

As diretoras executivas ou secretárias-gerais sobem para 5, o que representa 16,67% do total. Modalidades como ciclismo, esgrima, equestre, pentatlo moderno e escalada registam esse avanço, ainda que insuficiente para neutralizar a assimetria.

Desempenho por federação de topo

A SIGA analisa 659 cargos executivos, com uma média de 22 por órgão gestor. A World Athletics atingiu paridade em topo, com 50% de homens e mulheres. Estruturas de equestre e ténis de mesa também mostram avanços relativamente significativos.

Por outro lado, a representatividade feminina permanece abaixo de 25% em federações de andebol, canoagem e basquetebol, com valores mais baixos ainda em ténis, lutas amadoras e vela. A organização recomenda reformas de governação com metas mensuráveis.

Recomendação e contexto

A SIGA enfatiza a necessidade de programas de mentoria e de percursos de liderança para mulheres, com apoio contínuo a iniciativas ligadas à governança do desporto. O objetivo é acelerar a igualdade de género e reforçar a integridade institucional.

O estudo, lançado pela SIGA, reforça que a paridade não é apenas simbólica, mas essencial para uma governança mais eficaz. A organização mantém o apelo a reformas que tornem o acesso a cargos de topo mais equilibrado.

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