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China investiga assédio digital contra campeã olímpica de saltos para a água

China investiga assédio digital contra a campeã olímpica Quan Hongchan; diligências conjuntas com autoridades regionais e promessas de tolerância zero após críticas ao peso

Quan Hongchan, campeã olímpica chinesa nos saltos para a água
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  • A Associação Chinesa de Natação abriu uma investigação sobre assédio digital dirigido à campeã olímpica Quan Hongchan, centrado em críticas ao peso.
  • O inquérito decorre com as autoridades desportivas da província de Guangdong, após detecção de violência na internet, ataques maliciosos e informações falsas.
  • Um centro de treino de Guangdong apresentou queixa à polícia; a associação afirmou apoiar meios legais para proteger os atletas, com tolerância zero quando os factos forem comprovados.
  • Quan Hongchan, de 19 anos, revelou que pensou em deixar a carreira devido à pressão pública e críticas às redes sociais sobre o seu peso após Paris 2024.
  • As autoridades chinesas têm intensificado ações contra o assédio online a atletas; durante os Jogos Olímpicos houve detenções por comentários difamatórios e punições a contas, e federations têm enfrentado a cultura de fãs.

A Associação Chinesa de Natação anunciou hoje que está a investigar um caso de assédio digital contra Quan Hongchan, campeã olímpica dos saltos para a água. O caso centra-se em críticas ao peso da atleta, com a investigação a decorrer na China, em conjunto com as autoridades desportivas da província de Guangdong. A entidade confirmou diligências após detetar violência na Internet, ataques maliciosos e informações falsas dirigidas à atleta.

Um centro de treino de Guangdong apresentou queixa junto da polícia. A associação assegura apoio ao recurso a meios legais para proteger os direitos dos atletas e aponta para uma atuação com tolerância zero, assim que os factos sejam confirmados. O comunicado reforça ainda que não serão toleradas atitudes que afetem a saúde dos desportistas ou a imagem da equipa nacional.

Quan, de 19 anos, revelou recentemente que ponderou abandonar a carreira após meses de pressão pública e críticas nas redes sociais, especialmente sobre o peso e a condição física após Paris 2024. Relatou ainda que vivia situações de medo e sonhou com quedas na plataforma.

Vozes de apoio também surgiram online, apelando a menos pressão e a uma vida mais livre para a atleta. Paralelamente, parte da comunidade digital exigiu responsabilidade e respeito nos comentários dirigidos aos desportistas.

Contexto e medidas no desporto chinês

Nos últimos anos, as autoridades têm reforçado ações contra o assédio a atletas na Internet. Durante os Jogos Olímpicos, a polícia deteve vários indivíduos por comentários difamatórios e plataformas puniram centenas de contas por incitamento a conflitos.

Federações como a de ténis de mesa têm vindo a denunciar uma cultura de fãs excessiva que interfere no desempenho e na vida privada dos atletas. Em alguns casos, clubes oficiais de fãs chegaram a ser dissolvidos para travar comportamentos invasivos.

A associação de natação reiterou que continuará a atuar com rigor quando existirem factos comprovados, defendendo a proteção dos atletas sem prejuízo da liberdade de expressão.

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