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Menor imigrante desacompanhado pode competir oficialmente em Portugal

Portugal admite atletas imigrantes menores desacompanhados, desde que haja um adulto responsável em Portugal com documentação válida

Federação Portuguesa de Basquetebol autoriza que atletas estrangeiros menores de idade, que não estejam acompanhados de seus pais em Portugal, possam competir oficialmente
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  • A Federação Portuguesa de Basquetebol (FPB) alterou as regras para permitir a inscrição de imigrantes menores de idade de fora da União Europeia, mesmo desacompanhados dos pais, para competir oficialmente em Portugal.
  • Dois jovens basquetebolistas brasileiros do Rio Maior Basket foram fundamentais para a mudança, após a federação inicialmente exigir autorização de um familiar residente em Portugal.
  • O parecer jurídico elaborado em novembro identificou que a legislação não proíbe a permanência de menores desacompanhados, desde que haja um adulto responsável autorizado pelos representantes legais em Portugal.
  • O adulto responsável deve apresentar comprovativos de residência em Portugal e ter procurações emitidas pelas mães dos atletas, que também possuem visto de residência.
  • A FPB comunicou ao Rio Maior a decisão, destacando que o reconhecimento do registro ocorre com base no Decreto-Lei n.º 117/2023, no Decreto Regulamentar n.º 84/2007 e no interesse superior da criança.

O que aconteceu: a Federação Portuguesa de Basquetebol mudou as regras para inscrições de imigrantes menores de idade não comunitários, desacompanhados dos pais, permitindo a competição oficial em Portugal. A decisão beneficia jogadores que chegaram ao país em programas de intercâmbio.

Quem está envolvido: o Rio Maior Basket, a MVP Academy e a FPB estiveram directamente ligados ao processo. Os jogadores em causa são dois jovens nacionais brasileiros integrados no elenco do Rio Maior Basket. Os responsáveis legais atuaram junto da federação.

Quando e onde: a mudança foi comunicada aos clubes há cerca de uma semana, em Portugal. Os atletas estavam a tentar registar-se no quadro competitivo da FPB, após chegarem de intercâmbio pela MVP Academy, que tem acordo com o Rio Maior Basket.

Por que aconteceu: a FPB baseou a posição numa interpretação anterior da lei e num parecer jurídico que indicava a necessidade de um adulto responsável em Portugal. O objetivo é evitar casos de exploração e facilitar a participação de atletas estrangeiros jovens, mantendo a proteção legal.

Contexto jurídico e técnico

Um parecer elaborado por Bruno Gutman, em novembro, clarificou o enquadramento legal. A legislação portuguesa permite a inscrição de menores estrangeiros desacompanhados desde que exista um responsável autorizado e com comprovativos de residência. A FPB reconheceu que a autorização não precisa ser dos pais.

Condições para a inscrição: os jovens devem ter um adulto responsável em Portugal com autorização formal dos representantes legais. Esse responsável precisa apresentar comprovativos de residência. Os pais, ou avós, não precisam de residir em Portugal, desde que haja tutela formal.

Reação e impacto

A FPB informou o reconhecimento do registro com base no Decreto-Lei 117/2023 e no Decreto Regulamentar 84/2007, alinhando-se ao interesse superior da criança. O Rio Maior e a MVP Academy destacam que a norma facilita o intercâmbio desportivo de jovens estrangeiros com famílias apoiando à distância.

Impacto para o ecossistema: a mudança abre caminho para outros casos semelhantes, especialmente de atletas de países lusófonos africanos. Acesso à competição oficial passa a depender de uma estrutura de responsabilidade adulta legalmente estabelecida em Portugal.

Visão dos envolvidos

A MVP Academy está hoje com cerca de 40 atletas em vários desportos, incluindo basquetebol. Os dirigentes afirmam que a decisão cria segurança jurídica para jovens talentosos que chegam ao país num contexto de intercâmbio escolar e desportivo.

O dirigente do Rio Maior sublinha que o acordo entre escolas, clubes e a federação facilita a continuidade desportiva de jovens com famílias a apoiar à distância. O objetivo é manter o foco no talento e no desenvolvimento académico e desportivo.

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