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Eduardo Marques recorda acidente grave em 2024 com risco de morte ou paraplegia

Eduardo Marques recorda o acidente grave de 2024 que, segundo os médicos, podia ter-lhe custado a vida ou a paraplegia; tenta regressar ao nível olímpico

Eduardo Marques
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  • Um mês e pouco após Paris 2024, o velejador Eduardo Marques sofreu um acidente enquanto treinava para um half ironman, quando uma caravana acelerou demais e o veículo travou de forma brusca.
  • Fisicamente ficou gravemente ferido: fraturas em três vértebras (uma delas completa), 12 costelas, esterno e clavícula, lesões cervicais e perfuração do pulmão; os médicos disseram que poderia ter morrido ou ficado paraplégico se não fosse atleta profissional.
  • O processo de recuperação foi doloroso e exigiu dependência inicial para atividades básicas; começou a recuperar independência gradualmente e a fazer exercícios leves, incluindo natação com o pé.
  • O regresso à água só começou a ser avaliado seriamente em outubro, com primeiras tentativas em janeiro de 2025 a não estarem prontas; desde então realizou cerca de 15 treinos entre junho e o Campeonato da Europa, disputando provas conforme o corpo permitiu.
  • Atualmente não consegue treinar com volume alto; no Troféu Princesa Sofia disputou apenas as regatas permitidas e não olha ainda para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028, centrando-se em manter o nível mínimo que lhe permita competir, equilibrando a vela com a vida pessoal e financeira.

Um acidente grave interrompeu o percurso de Eduardo Marques, velejador que acabou por mudar de vida após o incidente. O treino para um half ironman terminou em dificuldades graves que, segundo ele, quase lhe custaram a vida. O episódio ocorreu pouco tempo após Paris 2024.

O atleta, 32 anos, relata que foi atropelado por uma caravana durante o treino, quando ainda não tinha fones nem sinais visíveis de perigo. A colisão atingiu a cabeça, as costas e causou fraturas múltiplas, incluindo três vértebras, costelas, esterno e clavícula, além de perfurar o pulmão.

Os médicos explicaram que, sem a condição de atleta profissional, o desfecho poderia ter sido fatal ou resultando em paralisia. Músculos junto à coluna conteram o dano, evitando danos na medula, afirmou Marques à Lusa.

Para o velejador, estes foram os momentos mais difíceis pela dor intensa e pela dependência total. A recuperação passou pela necessidade de ajudas diárias e pela reeducação da mobilidade, com pequenas conquistas a cada dia.

O processo de reabilitação foi lento, mas permitiu-lhe retomar atividades com cautela. Aos poucos, começou a treinar de forma adaptada, incluindo natação com apoio de pés, para manter a mobilidade sem exigir carga excessiva.

Primeiro regresso ao mar ocorreu em janeiro de 2025, porém a estrutura óssea não estava preparada a 100%. O atleta perdeu músculo e peso, o que exigiu ajustes rápidos no treino e na logística de transporte do equipamento.

Entre junho e agosto, realizou cerca de 15 sessões de treino até chegar ao Campeonato da Europa, em que participou apenas em regatas compatíveis com o seu estado físico. Ainda sente limitações que limitam o volume de treino diário.

Não vê ainda os Jogos Olímpicos Los Angeles 2028 como prioridade. A decisão depende de como o corpo reage nos próximos meses, com o objetivo de manter o mínimo nível competitivo sem comprometer a saúde.

Eduardo Marques admite que o equilíbrio entre o desporto, a família e a vida financeira é essencial. A vela exige longos períodos, o que o afasta de datas importantes, como aniversários, mas a prioridade é manter a saúde e a motivação.

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