- O Sporting venceu o Wisla Plock na Liga dos Campeões e Ricardo Costa comentou o caso vivido no clássico de andebol, que gerou graves acusações entre os clubes e levou figuras públicas a reunir-se com a ministra Margarida Balseiro Lopes.
- Costa relatou ter entrado no balneário do Dragão e, 40 segundos depois, ter-se sentido mal, sendo assistido por um bombeiro e por uma médica, que questionou se devia continuar no jogo, chegando a perguntar-lhe se queria ter um ataque cardíaco (com as tensões a 17-10).
- O treinador afirmou não ter abandonado os jogadores e rebateu críticas, destacando que possui mais de trinta anos de carreira no andebol e que a integridade dos seus atletas está acima de tudo.
- Referiu ainda que houve menção ao jogador Moga, lembrando que é do Congo, e rejeitou a ideia de ter participado num “espetáculo de circo” como insinuaram.
- Encerrou dizendo que, se houver investigação, que esta seja realizada, pois não é polícia e não tem de comentar decisões alheias.
Após a vitória frente ao Wisla Plock na Liga dos Campeões, Ricardo Costa abordou o episódio envolvendo o clássico de andebol, que suscitou graves acusações entre os clubes e levou a uma audiência da ministra Margarida Balseiro Lopes com figuras do desporto, incluindo Frederico Varandas e André Villas-Boas.
O treinador do Sporting descreveu o conflito como uma semana difícil, durante a qual o seu profissionalismo foi colocado em causa. Afirmou ter entrado no balneário do Dragão e, pouco depois, ter-se sentido mal, sendo assistido por um bombeiro e por uma médica na ambulância. Relatou ter questionado a capacidade de decidir sobre a presença no jogo e mencionou uma troca de perguntas com a médica sobre a possibilidade de sofrer um ataque cardíaco, com as tensões elevadas a 17-10.
Costa recusou as críticas à sua integridade desportiva, defendendo que festejar a vitória é natural, desde que não se ataque a dignidade dos atletas. Refutou ainda as acusações sobre o Moga, jogador congolesa da equipa adversária, descrevendo-o como profissional dedicado. Afirmou que, se houver investigações, estas devem seguir o seu curso, reiterando que não é quem investiga.
Contexto e desdobramentos
A fala pública do treinador surge num momento de intenso escrutínio ao longo da semana, com reverberações políticas no desporto, que incluíram visitas oficiais de figuras desportivas a autoridades nacionais. Não houve, até ao momento, posição oficial sobre responsabilidades ou conclusões das investigações em curso.
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