- Oito clubes da Divisão de Honra anunciaram a criação da “Super XV – Rugby Portugal”, uma associação que visa desenvolver, tornar mais competitivo e sustentável o râguebi em Portugal.
- O objetivo é, a prazo, nascer uma Liga profissional organizada pelos clubes, libertando a Federação Portuguesa de Rugby para as seleções nacionais e o desenvolvimento da modalidade.
- O presidente da FPR, Carlos Amado da Silva, disse ver a iniciativa com bons olhos e que pode, no futuro, determinar o campeão nacional, à semelhança do que acontece noutras modalidades.
- O presidente do Direito, Luís Lança de Morais, confirmou que o campeão nacional continuará a ser definido pela Divisão de Honra; o modelo do Super XV ainda está em aberto e pode ser uma prova privada aberta a outros clubes.
- Entre os objetivos estão a criação de vantagens comuns aos clubes, como uma central de compras para equipamentos, transportes, seguros desportivos e segurança, contribuindo para uma economia de escala.
Oito clubes da Divisão de Honra anunciaram a criação de uma associação intitulada Super XV – Rugby Portugal, com o objetivo de reforçar o desenvolvimento, a competitividade e a sustentabilidade do râguebi em Portugal. O anuncio ocorreu esta semana, envolvendo os clubes Direito, Agronomia, Belenenses, Cascais, São Miguel, CDUL, Técnico e Benfica.
O presidente da Federação Portuguesa de Rugby (FPR), Carlos Amado da Silva, enalteceu a iniciativa, destacando-a como possível primeiro passo para uma Liga profissional organizada pelos clubes. O dirigente lembrou que, noutros países, competições equivalentes surgem como padrões para o reconhecimento de campeões nacionais, sem depender diretamente da federação.
Objetivos e funcionamento
A associação pretende manter o campeão nacional a ser definido pela Divisão de Honra, mantendo o foco na valorização das seleções e no desenvolvimento da modalidade. O modelo competitivo do Super XV – Top 8 está ainda em aberto, com a possibilidade de a Divisão de Honra servir de apuramento para o torneio.
Além do objetivo desportivo, a nota dos clubes aponta ganhos económicos via uma central de compras para equipamentos, transportes, seguros desportivos e segurança. A iniciativa visa, assim, criar sinergias e uma economia de escala entre clubes associados.
Abertura e adesão
Uma das condições apresentadas para a aceitação no seio da FPR é que a associação seja aberta a outros clubes, com um caderno de encargos claro. O objetivo é evitar um grupo fechado e assegurar que o projeto permaneça inclusivo, permitindo a adesão de novos intervenientes conforme estatutos da organização.
Entre na conversa da comunidade