- Luís Gonçalves afirma que Marrocos prefere ter sido campeão da CAN de 2025 no relvado e não pela decisão da CAF.
- A CAN foi decidida pela CAF com derrota administrativa de Senegal por 3-0, após protesto de Marrocos sobre incidentes na final.
- A Federação Real Marroquina de Futebol tem mantido cautela nos festejos para preservar relações diplomáticas e preparar futuras competições.
- No final do tempo regulamentar, jogadores do Senegal saíram temporariamente dos balneários após o penálti marcado a favor de Marrocos, que o VAR confirmou, adiando a decisão para a prorrogação.
- Brahim Díaz falhou o penálti na altura, o que contribuiu para o prolongamento, onde Pape Gueye marcou o golo decisivo e garantiu o título para Marrocos.
O treinador Luís Gonçalves afirmou que o Marrocos preferia ver a CAN 2025 decidida em campo, em vez de a CAF retirar o título ao Senegal. O comentador admitiu que a análise é de que houve justiça, ainda que o caso ainda possa evoluir com recursos.
Gonçalves, que integrou a direção técnica da FRMF em 2025, destacou que a federação tem mostrado contenção nos festejos. A afirmação surge após a decisão da CAF de punir o Senegal com derrota administrativa por 3-0, na sequência de incidentes na final.
Durante o final da CAN em Rabat, o árbitro interrompeu a jogada que geraria golo de Ismaila Sarr. Várias figuras senegalesas deixaram o balneário, descontentes com o penalty marcado a favor de Marrocos via VAR, que Brahim Díaz falharia.
A comitiva senegalesa regressou minutos depois, após aconselhamento de Sadio Mané, ao remate decisivo de Díaz aos 90+24. O prolongamento foi definido pelo golo de Pape Gueye, aos 94, garantindo o título a Marrocos.
Gonçalves lamentou que a imagem do futebol africano tenha ficado manchada pela situação. Ainda assim, valorizou a organização da CAN e o desenvolvimento do futebol marroquino, que continua a apostar na preparação de futuras competições.
Quanto ao jogador Brahim Díaz, o técnico salientou que o talento do jogador do Real Madrid merecia reconhecimento, apesar do penálti falhado ter gerado controvérsia. A percepção é de que a pressão mediática influenciou o momento decisivo.
O também técnico salientou que o Mundial 2026 deverá ser organizado de forma robusta, com Marrocos, Senegal e Portugal envolvidos na organização conjunta. Observou ainda que o foco permanece no desenvolvimento de jovens e na qualidade das estruturas nacionais.
O Senegal havia apontado falhas de segurança, alojamento e fornecimento de bilhetes antes do jogo, com episódios de tensão entre adeptos senegaleses e forças de segurança marroquinas. O evento refletiu a complexidade da organização.
A CAN 2025 terminou com Marrocos campeão, após o prolongamento da final frente ao Senegal. A decisão administrativa da CAF manteve-se válida dois meses após o final, alimentando uma discussão sobre justiça desportiva e procedimentos.
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