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Presidente da Federação de Futebol da Argentina acusado de evasão fiscal

Claudio Tapia, presidente da AFA, é acusado de evasão fiscal num processo que envolve a federação e outros dirigentes, com prejuízo estimado em 11,8 milhões de euros

Claudio Tapia, presidente da Associação de Futebol Argentino (AFA)
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  • O presidente da Associação de Futebol Argentino (AFA), Claudio Tapia, é acusado de evasão fiscal, segundo decisão da justiça argentina divulgada esta segunda-feira.
  • A acusação envolve a AFA e vários dirigentes, com alegações de evasão fiscal e falsas contribuições para a segurança social, estimando um prejuízo de 19 mil milhões de pesos (aproximadamente 11,8 milhões de euros).
  • A AFA, que pode ficar a ser processada como pessoa coletiva, também tem outros quatro dirigentes arguidos.
  • A federação nega as acusações e diz que o processo é uma manobra para pressionar o futebol argentino, relacionada com uma proposta do governo de transformar clubes de associações sem fins lucrativos em sociedades anónimas.
  • Paralelamente, os clubes realizaram uma greve durante a nona jornada da liga de primeira divisão para demonstrar oposição ao plano governamental; a AFA está ainda sob investigação por alegada lavagem de dinheiro desde 2017.

O presidente da Associação de Futebol Argentino (AFA), Claudio Tapia, é acusado de evasão fiscal num processo que envolve a cúpula do atual campeão mundial. A acusação foi tornada pública por uma decisão da justiça argentina esta segunda-feira.

Segundo a acusação, a AFA e vários dirigentes são acusados de evasão fiscal e de falsas contribuições para a segurança social, causando um prejuízo estimado de 19 mil milhões de pesos (cerca de 11,8 milhões de euros). O grupo é citado como responsável pela gestão irregular de recursos.

Para além de Tapia, outros quatro dirigentes da AFA foram constituídos arguidos, e a federação foi processada na qualidade de pessoa coletiva. A AFA negou as acusações, classificando o processo como uma manobra política.

A federação afirma que o caso faz parte de uma pressão política do presidente da Argentina, Javier Milei, que tem defendido transformar clubes de futebol, hoje sem fins lucrativos, em sociedades anónimas de capital aberto. O objetivo é uma reestruturação do modelo associativo.

Em resposta à contestação governamental, os clubes recusaram o modelo proposto e entraram em greve durante a nona jornada da primeira divisão, evento inicialmente previsto para o início do mês. A decisão de suspender jogos refletiu a oposição comum ao plano.

A AFA está ainda sob investigação separada desde 2017 por alegadas operações de lavagem de dinheiro, o que acrescenta complexidade ao panorama legal que envolve a instituição. A defesa ainda não divulgou detalhes sobre a estratégia de defesa.

Contexto e desdobramentos

A investigação sobre a evasão fiscal envolve a gestão de recursos no futebol argentino e as responsabilidades dos dirigentes da AFA. O processo segue em curso, com audiências e diligências em curso para esclarecer as acusações.

A defesa de Tapia não comentou oficialmente o teor das acusações, limitando-se a reconhecer a existência do processo e a afirmar que haverá esclarecimentos futuros. O caso permanece em desenvolvimento, sem conclusão anunciada.

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