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Federação do Senegal diz que perda do título é o maior roubo da história

FSF acusa a CAF de roubo administrativo e recorre ao TAS, mantendo o troféu, e alerta para impactos na honra do Senegal e na arbitragem

CAF declara Marrocos vencedor da CAN após incidentes na final com o Senegal
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  • A Federação Senegalesa de Futebol (FSF) apresentou, na quinta-feira, em Paris, a equipa jurídica para contestar no Tribunal Arbitral do Desporto (TAS) a decisão da Confederação Africana de Futebol (CAF) de atribuir a vitória à Marrocos na Taça das Nações Africanas (CAN) por falta de comparência, decisão tomada a 17 de março.
  • A FSF já tinha apresentado recurso no TAS em Lausanne, após a CAN ter dado a vitória aos anfitriões, apesar do triunfo senegalês em campo, de 1-0, na final disputada a 18 de janeiro, em Rabat.
  • O líder da equipa de advogados, Seydou Diagne, afirmou que a reversão do resultado viola as leis do jogo e a soberania da arbitragem, descrevendo o processo como um ataque ao futebol e à federação.
  • O advogado espanhol Juan de Dios Crespo Pérez afirmou que a integridade do futebol está em jogo, enquanto se pediu um tramitar mais célere, dependente do acordo de todas as partes.
  • Apesar da batalha jurídica, o Senegal mantém o troféu e planeia apresentá-lo aos adeptos no próximo sábado, no Estádio de França, num particular contra o Peru; o governo senegalês pediu ainda uma investigação internacional sobre suspeitas de corrupção na CAF.

O presidente da Federação Senegalesa de Futebol descreveu a decisão da CAF de atribuir a vitória da CAN 2025 a Marrocos como o maior roubo administrativo da história do desporto. O veredicto foi dado por falta de comparência no jogo decisivo, apesar da vitória senegalesa em campo por 1-0, durante a prorrogação.

A FSF comunicou ontem, em Paris, a equipa jurídica que acompanhará o processo no TAS, após ter apresentado recurso em Lausanne. O objetivo é que o título seja devolvido ao Senegal e a decisão seja revista rapidamente.

A defesa alega violação das leis do jogo e da soberania da arbitragem. O advogado responsável sustenta que a situação atenta contra a integridade do futebol e pode obrigar clubes e federações a recorrer a escritórios de advogados em vez de formação desportiva.

O caso tem origem na final de 18 de janeiro, em Rabat, marcada por incidentes e pela interrupção do jogo em protesto contra um penálti a favor de Marrocos. Enquanto tramita o recurso, o Senegal mantém o troféu.

O governo senegales solicitou uma investigação internacional sobre alegadas irregularidades na CAF, enviada na semana passada. Paralelamente, o país planeia levar o troféu aos adeptos no próximo sábado, num particular frente ao Peru, no Estádio de França.

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