- Juan Carlos Ferrero revelou que deixou de treinar Carlos Alcaraz em dezembro de 2025, depois de acompanhá-lo desde miúdo.
- Dijo que o objetivo era tornar Alcaraz melhor pessoa e jogador, questionando-se frequentemente se estava a fazer tudo para evoluir.
- Falou no Simpósio nacional de treinadores de ténis, em Oeiras, destacando a importância de manter o atleta fresco, motivado e com ideias claras.
- Acrescentou que o serviço foi a área em que mais trabalhou para melhorar e que Sinner foi o alvo específico do trabalho com Alcaraz.
- Enfatizou a importância da equipa e de o treinador estar aberto a melhorar, comparando o papel do treinador ao de pai, psicólogo e mentor.
Juan Carlos Ferrero revelou, em público, o que o motivava ao treinar Carlos Alcaraz. O espanhol disse que, ao orientar o número um mundial, procurava sempre equilibrar a evolução desportiva com o carácter da pessoa. O objetivo era que o jovem mantivesse os valores herdados desde casa.
O anúncio foi feito durante o Simpósio Nacional de Treinadores de Ténis, promovido pela Federação Portuguesa de Ténis. O evento realizou‑se no Centro de Alto Rendimento de Ténis do Jamor, em Oeiras, na sexta-feira.
Ferrero, que acompanhou Alcaraz desde a infância até dezembro de 2025, destacou que a prioridade era o desenvolvimento pessoal do jogador, além de melhorar as qualidades como atleta. O técnico sublinhou a importância de manter a motivação e a clareza de ideias.
O antigo número um mundial explicou ainda que gerir a pressão mediática, os compromissos com imprensa e patrocinadores exige tempo de qualidade com o atleta. Entre os aspetos táticos, destacou a melhoria do serviço como elemento-chave no treino ao longo dos anos.
Também comentou que, no trabalho com o espanhol, o concorrente Jannik Sinner foi um dos alvos preferenciais de treino específico, mantendo o foco na evolução de Alcaraz, de 22 anos. Ferrero reforçou que a equipa ao redor do jogador é decisiva para o sucesso.
A debilidade mais comum entre jovens atletas, segundo Ferrero, é o uso incompleto da informação gerada pelos golpes para antever a jogada seguinte. O treinador afirmou que o jogo de xadrez entre bola e resposta precisa de leitura rápida.
Questionado sobre a passagem pela equipa de Alcaraz, Ferrero descreveu a experiência como motivadora e específica, sem fazer referência direta a ruídos de separação com o líder do ranking ATP. Afirmou ter aproveitado os momentos para viver o percurso do zero ao topo.
No âmbito da sua academia, Ferrero defende um trabalho próximo, voltado para o desenvolvimento técnico e humano dos jovens. A abordagem aposta na adaptação da técnica ao perfil de cada jogador, com foco em explosão, flexibilidade e agilidade.
Para finalizar, Ferrero pediu paciência aos treinadores que trabalham com talentos emergentes. Afirmou que a função envolve várias áreas, desde o treino até ao apoio psicossocial, comparando a relação com o papel de um educador dentro de casa.
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