- A Confederação Africana de Futebol (CAF) anulou a final da Taça das Nações Africanas de janeiro, atribuindo o título a Marrocos em vez de Senegal.
- A decisão ocorreu dois meses depois da final, disputada em Rabat a 18 de janeiro, quando os senegaleses abandonaram o relvado após uma grande penalidade a favor de Marrocos nos descontos.
- A CAF indicou que o Senegal foi declarado como tendo perdido a final após o ressurgimento do jogo, que acabou por ficar 3-0 a favor de Marrocos no prolongamento.
- O Senegal anunciou que vai recorrer da decisão, possivelmente ao Tribunal Arbitral do Desporto, com sede na Suíça.
- O veredito dá a Marrocos o seu primeiro título africano desde 1976, negando ao Senegal o segundo título (e o segundo em três edições).
Marrocos é declarado campeão do AFCON 2025 pela CAF, após anulação da derrota na final contra o Senegal. A decisão chegou dois meses depois do jogo, em que o Senegal viu a sua vitória negada em benefício de Marrocos no relvado de Rabat.
A final da Taça das Nações Africanas realizou-se a 18 de janeiro, em Rabat. O encontro terminou empatado sem golo na primeira parte, com a grande penalidade apontada a Marrocos nos descontos. O Senegal abandonou o relvado em protesto, regressou, e o jogo foi para prolongamento, com o Senegal a conseguir o golo da vitória.
A CAF informou que, com base no artigo 82 do regulamento, o Senegal foi declarado perdedor da final por abandonar o terreno de jogo sem autorização. O resultado passou a ser 3-0 a favor de Marrocos. A decisão despoja o Senegal do título que havia conquistado em tempo regulamentar.
Reação e consequências legais
O Senegal anunciou recurso da decisão, sem indicar o destino, mas o CAS é apontado como possível fórum, com sede na Suíça, para litígios desportivos. A CAF também aplicou sanções financeiras e disciplinares aos envolvidos de ambos os países, ainda que mantendo o veredito da final.
Pathé Ciss e El Hadj Malick Diouf usaram as redes para comentar a decisão, num tom de ironia e insatisfação com o desfecho. O anúncio confere a Marrocos o seu primeiro título africano desde 1976, e impede o Senegal de conquistar o segundo título em três edições.
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