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Mais de 60% das faculdades em Portugal sem instalações desportivas próprias

Mais de 60% das IES em Portugal não têm instalações desportivas próprias; 89% dependem de parcerias externas, segundo diagnóstico da FADU

Apresentação do estudo sobre desporto universitário em Portugal
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  • 61% das instituições de ensino superior em Portugal não têm instalações desportivas próprias; 89% dependem de parcerias externas.
  • O diagnóstico, apresentado no ISCTE, abrange 76 clubes universitários e associações académicas, envolvendo 75% do total de estudantes do ensino superior.
  • Apenas 46% das faculdades estão satisfeitas com o financiamento público para o desporto universitário; 65,8% consideram a falta de recursos humanos uma das principais carências.
  • 87% das faculdades reconhecem a importância do desporto para a experiência académica e a saúde mental, mas não o refletem nos orçamentos nem nos planos institucionais.
  • A Federação defende reforçar as políticas públicas com linhas de financiamento para infraestruturas desportivas, mais integração do desporto nos modelos de financiamento do ensino superior e maior investimento em recursos humanos e programas para estudantes.

Ao apresentar o estudo nesta terça-feira no ISCTE, em Lisboa, a Federação Académica de Desporto Universitário (FADU) revela que 61% das Instituições de Ensino Superior (IES) em Portugal não dispõem de instalações desportivas próprias e 89% dependem de parcerias externas. O diagnóstico foca o estado do desporto universitário e aponta para o crescimento recente, acompanhado por carências financeiras e um aparente desalinhamento com políticas europeias.

O estudo envolveu 76 clubes universitários, associações académicas e instituições de ensino superior de todo o país, com maior incidência no setor público. Abrange 75% do total de estudantes inscritos no ensino superior em Portugal, refletindo uma amostra expressiva do panorama académico.

O problema financeiro é destacado como estrutural: apenas 46% das faculdades mostram satisfação com o financiamento público para o desporto universitário, e 65,8% identificam a falta de recursos humanos como uma das principais carências. A relevância do desporto para a experiência académica é defendida por 87% das faculdades, mas fica um desfasamento entre o reconhecimento e a prioridade orçamental.

Financiamento e recursos

Diogo Braz, presidente da FADU, aponta que é necessário reforçar as políticas públicas de apoio ao desporto universitário. Entre as propostas estão linhas de financiamento específicas para infraestruturas desportivas e uma maior integração do desporto nos modelos de financiamento do ensino superior, bem como investimento adicional em recursos humanos e em programas de prática desportiva para estudantes.

Importância para a vida académica

O diagnóstico sublinha que o desporto contribui para a saúde mental e a experiência académica dos estudantes, justificando a necessidade de maior investimento e planejamento estratégico por parte das instituições.

Na presença de Cláudia Sarrico, secretária de Estado do Ensino Superior, ficou assinalada a abertura para medidas de política pública que sustentem o desporto universitário, com o foco na melhoria de infraestruturas, financiamento estável e maior capacitação de técnicos e gestores desportivos nas IES.

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