- O Marítimo Madeira Andebol SAD reagiu a uma derrota administrativa de 15-0 frente ao FC Porto, decretada pela Federação Portuguesa de Andebol por falta de comparência.
- O clube sustenta que a decisão não salvaguarda o interesse desportivo e estabelece um precedente preocupante, especialmente em casos de impedimento de viagem.
- O atraso e a impossibilidade de deslocação devem-se a condições meteorológicas adversas na Madeira, que levaram ao reagendamento do jogo e a várias tentativas de viagem entre 25 de fevereiro e 28 de fevereiro.
- A comitiva só chegou à Madeira pela última vez às 04h35 de 28 de fevereiro, tendo o voo para o Porto sido cancelado menos de uma hora antes da ligação prevista, inviabilizando o cumprimento.
- O Marítimo afirma que houve comunicação com a Federação e o FC Porto desde as 11h do dia 27 de fevereiro, que as reservas estavam bloqueadas pela TAP e que o não cumprimento não foi decisão do clube, solicitando isenção na defesa dos interesses da modalidade.
O Marítimo Madeira Andebol SAD reagiu publicamente à decisão da Federação Portuguesa de Andebol de atribuir derrota administrativa de 15-0 ao clube, por falta de comparência frente ao FC Porto, no Dragão Arena, na penúltima jornada da fase regular da Liga. O episódio ocorreu em fevereiro, num contexto de dificuldades logísticas provocadas por más condições meteorológicas na Madeira.
Segundo o clube, a decisão federativa não salvaguarda o interesse desportivo nem o bem-estar dos atletas, criando um precedente preocupante. O Marítimo acusou a entidade de não manter uma interpretação que permita reagendamento em casos de impedimento de viagem, o que, na análise do clube, fere a integridade da competição.
A equipa detalha ainda os factos que antecederam o encontro. O jogo com o Vitória SC, marcado para 13 de dezembro, foi adiado por mau tempo e reagendado para 25 de fevereiro, em Guimarães, para a 5.ª jornada. A comitiva regressou à Madeira no dia 26 de fevereiro, mas o voo Madeira–Lisboa enfrentou atraso devido aos ventos fortes.
De Lisboa, a equipa seguiu para novo voo na mesma noite, com nova tentativa de aterragem frustrada na Madeira. A comitiva chegou a Lisboa por volta das 02h30 de 27 de fevereiro e só entrou no hotel às 04h35, após recolha de bagagens e logística. O voo seguinte foi cancelado por novas más condições meteorológicas.
Entre 27 e 28 de fevereiro, várias tentativas de viagem foram impossíveis, com o aeroporto da Madeira impedindo novas reservas até, pelo menos, 5 de março. O Marítimo manteve contacto com a Federação e com o Porto, tentando soluções que permitissem cumprir a deslocação, sem sucesso.
O clube sublinha que o atraso não resultou de decisão voluntária da equipa, mas de falhas operacionais e do atraso contínuo das ligações aéreas. A deslocação direta Lisboa-Porto seria inviável sem regressar à Madeira, numa altura em que as marcações de viagem estavam bloqueadas pela TAP. O Marítimo afirma manter o compromisso com a verdade desportiva e o cumprimento das normas.
Desde sempre, o Marítimo assegura ter atuado com respeito institucional, sem falhar deslocações por decisão própria e mantendo a receção de equipas adversárias na Madeira, mesmo em circunstâncias adversas. O clube continua a defender uma atuação em conformidade com os interesses da modalidade e do desporto.
A Federação Portuguesa de Andebol foi confrontada com pedidos de isenção para defender os interesses do desporto, segundo o clube, que considera não ter havido aplicação equilibrada do regulamento neste caso. A situação manteve-se em análise entre as partes, com a disputa a manter-se dentro do quadro disciplinar.
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