- Beatriz Cameirão, jogadora do Benfica, é uma das embaixadoras pela maternidade no projeto As Embaixadoras, lançado pelo Sindicato dos Jogadores.
- A atleta defende que a maternidade no futebol é tema ainda tabu e que os direitos existentes são insuficientes.
- Aponta a falta de apoios concretos para mães atletas, como salas no clube para cuidar de bebés ou serviços de baby-sitting durante treinos e jogos.
- Destaca que nos Estados Unidos há modelos de apoio, incluindo seguros de saúde e assistência em viagens, que ajudam a conciliar carreira e parentalidade.
- Considera urgente definir apoios diários e estruturais, sob ameaça de desencorajar futuras mães a seguir a carreira desportiva.
Beatriz Cameirão, jogadora do Benfica, participou no lançamento do projeto As Embaixadoras, do Sindicato dos Jogadores, destinado a promover a inclusão e a igualdade no desporto. O tema da maternidade no futebol foi central nas declarações da atleta durante o evento de sexta-feira.
A centrocampista, mãe de dois filhos, afirmou que a maternidade continua a ser um tema tabu no desporto, com poucas políticas de apoio efetivas. Defendeu a necessidade de clarificar direitos como licença de maternidade, proteção contratual e remuneração mínima durante a licença.
Foi sublinhado que muitas jogadoras enfrentam dificuldades para conciliar carreira e maternidade, com custos elevados de apoio familiar e a falta de estruturas de apoio no clube. Apresentou a necessidade de apoios diários, salas de estadia para bebés e serviços de baby-sitting para treinadores e atletas.
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