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Ligas europeias exigem novo modelo de receitas e diálogo com a FIFA

Ligas europeias exigem novo modelo de receitas e maior governação da FIFA para preservar equilíbrio competitivo e evitar canibalização dos campeonatos internos

Gianni Infantino, presidente da FIFA: a cultura de decisões unilaterais do organismo é criticada pelas Ligas Europeias
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  • A Associação de Ligas Europeias pediu alterações na distribuição de receitas internacionais e uma governação mais inclusiva da FIFA, para proteger o equilíbrio competitivo das ligas nacionais.
  • Na 52.ª Assembleia Geral, as Ligas aprovaram um plano estratégico para 2026-2027 focado na luta contra a pirataria, no reforço do diálogo social e na preservação do modelo desportivo europeu.
  • Alterações estatutárias permitiram, pela primeira vez, a participação das Ligas femininas no Conselho de Administração.
  • O presidente Claudius Schäfer afirmou que a expansão do calendário internacional não pode ocorrer à custa das ligas nacionais, denunciando que a distribuição atual beneficia um grupo restrito de clubes e canibaliza o valor dos campeonatos internos.
  • A associação, em conjunto com o FIFPro, apresentou queixa à Comissão Europeia por abuso de posição dominante e pediu participação das Ligas nas decisões sobre o calendário; o secretário-geral Alberto Colombo disse que as mudanças na distribuição não são radicais e o diálogo com a FIFA está aberto, com apoio do comissário europeu para o desporto, Glenn Micallef, à proteção das ligas nacionais.

A Associação de Ligas Europeias exigiu alterações na distribuição de receitas internacionais e uma governação mais inclusiva da FIFA, para proteger o equilíbrio competitivo das ligas nacionais e influenciar o calendário global.

Na sua 52.ª Assembleia Geral, a organização, que reúne 35 ligas continentais, aprovou um plano estratégico para 2026-2027. O foco é combater a pirataria, reforçar o diálogo social e preservar o modelo desportivo europeu face à crescente polarização financeira.

Alterações estatutárias foram aprovadas, permitindo pela primeira vez a participação das ligas femininas no Conselho de Administração. O objetivo é integrar mais as diferentes vertentes do futebol europeu.

Mudanças e reivindicações

O presidente Claudius Schäfer alertou que o calendário internacional não pode ser ampliado à custa das ligas nacionais. Segundo o dirigente, a distribuição de verbas favorece um grupo restrito de clubes, levando à canibalização do valor dos campeonatos internos.

A associação, que já apresentou queixa à Comissão Europeia com o FIFPro por abuso de posição dominante, pediu envolvimento das ligas e dos jogadores em decisões sobre calendários. Schäfer destacou decisões unilaterais da FIFA.

O secretário-geral Alberto Colombo explicou que as mudanças propostas não são radicais e abrangem o modelo de redistribuição, não apenas os pagamentos de solidariedade. O diálogo com a FIFA está aberto, afirmou.

Contexto europeu e proteção do modelo

Representantes de 35 ligas estiveram presentes, incluindo o comissário europeu para o desporto, Glenn Micallef. O responsável defendeu a proteção da posição das ligas nacionais como base da pirâmide desportiva e do modelo europeu, reforçando a governance e a participação interessada.

Micallef comprometeu-se a apoiar medidas para combater a pirataria e garantir maior responsabilidade nas decisões que afetam o ecossistema desportivo.

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