- André Castro, presidente da SAD do Leixões, critica Pedro Proença e a decisão de cortar o mecanismo de solidariedade da UEFA, o que reduziu a receita dos clubes da segunda liga.
- A medida foi tomada numa Assembleia Geral da Liga Portugal, no início de fevereiro, durante a controvérsia em torno do mecanismo.
- Castro diz que o processo foi obscuro e que a mudança prejudica as estruturas de formação dos clubes.
- Alega que a Federação Portuguesa de Futebol deveria ter informado a UEFA da continuidade do modelo anterior, evitando a AG a meio da época.
- Exige à Liga o cumprimento das promessas feitas, incluindo a transferência de verbas das apostas desportivas internacionais, melhoria do serviço de arbitragem e cooperação da Federação, sem condições políticas.
Na sequência da polémica em torno do mecanismo de solidariedade da UEFA, os clubes da 2.ª Liga ficaram sem uma parceria financeira que recebiam. A decisão foi tomada numa Assembleia Geral da Liga Portugal no início de fevereiro.
O presidente da SAD do Leixões, André Castro, aponta o dedo a Pedro Proença, atual presidente da Federação Portuguesa de Futebol, e sustenta que a mudança prejudica principalmente as estruturas da formação do clube.
Segundo Castro, a alteração foi decidida sem clareza e com impacto negativo a meio da época, justamente numa altura em que os clubes da segunda divisão dependiam daquela receita para programas de formação. A crítica recai sobre a forma como foi conduzido o processo.
O líder leixonense afirma que a FPF poderia ter mantido o modelo anterior com uma simples comunicação à UEFA, evitando a Assembleia Geral. Diz ainda que o afastamento da solidariedade contraria o consenso necessário no futebol profissional e que a decisão não favorece o desenvolvimento sustentável do desporto.
Castro acrescenta que o Leixões exige o cumprimento de promessas feitas aos clubes para apoiar a eleição de quem governa. Entre as reivindicações, aponta a transferência de verbas de apostas desportivas internacionais, melhoria do serviço de arbitragem financiado pelos clubes e cooperação da Federação no aprimoramento do produto desportivo.
Para o Leixões, a discussão não deve servir como pretexto para enfrentar individualidades, mas para assegurar justiça e transparência no processo. O clube mantém a contestação pública, reforçando a necessidade de acordo entre as entidades reguladoras do futebol nacional.
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