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Bruno Sorreluz: polícia apareceu quatro vezes desde a candidatura ao Sporting

Candidato à presidência do Sporting afirma viver em tempos de ditadura; polícia já apareceu quatro vezes desde o início da sua candidatura

Bruno Sorreluz durante a visita Núcleo Sportinguista na Figueira da Foz
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  • Bruno Sorreluz é candidato à presidência do Sporting nas eleições de sábado, pretendendo dar voz aos sócios e criticando a gestão de Frederico Varandas.
  • O candidato afirma que existe distanciamento dos sócios, falta de democracia e de um projeto desportivo, elogiando o treinador Rui Borges.
  • Aponta para questões financeiras, mencionando um empréstimo de 250 milhões de euros pouco claro e aumento do passivo, com dívidas a fornecedores.
  • Alega que o clube está “dos clientes e não dos sócios” e diz ter sido alvo de ações policiais desde o início da candidatura, com a polícia a aparecer quatro vezes.
  • As eleições realizam-se no Pavilhão João Rocha, em Lisboa, entre as 09:00 e as 20:00 de sábado.

Bruno Sorreluz é candidato à presidência do Sporting nas eleições deste sábado, prometendo devolver voz aos sócios. Diz haver ausência de democracia e falta de projeto desportivo sob a gestão de Frederico Varandas. A candidatura foca a participação dos associados e a clarificação de objetivos do clube.

Em entrevista à Lusa, Sorreluz elogia o treinador Rui Borges e afirma estar preocupado com a gestão financeira. Critica a falta de visão para o futebol e para as modalidades, afirmando que o seu objetivo é abrir olhos a muita gente.

O empresário, de 45 anos, tem como base a família, amigos, trabalho e o Sporting. Foi ginasta e basquetebolista do emblema de Alvalade. É sócio 10.626 e é proprietário do Cantinho do Sá, junto ao pavilhão João Rocha.

Candidatura e ambiente no clube

O Cantinho do Sá é descrito por Sorreluz como uma casa emblemática, frequentada por atletas, diretores, sócios e membros das claques. O empresário diz que o espaço tornou-se um confessionário e que há quem perceba que, apesar das vitórias, existem questões por resolver.

Afirmou que o Sporting passou a ser visto como um clube de clientes, não de sócios. Reprova a ideia de que o presidente só atende quem paga, e afirma ter sentido impedimentos desde que anunciou a candidatura. Diz ter presenciado a polícia no clube em quatro ocasiões.

Futebol, finanças e investimentos

Sorreluz criticou decisões financeiras, destacando um empréstimo de 250 milhões de euros e um aumento de dívidas com fornecedores. Questiona a gestão do passivo e a ausência de participação dos sócios em decisões relevantes.

Para o candidato, há falta de investimento na Academia de Alcochete e nas modalidades. Aponta problemas de relvados e aponta que o futebol feminino carece de liderança clara. Diz ainda que há necessidade de um presidente presente.

As eleições para os órgãos sociais do Sporting, para um mandato até 2030, realizam-se no Pavilhão João Rocha, em Lisboa. As urnas abrem às 09:00 e as filas encerram às 20:00.

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