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Ucrânia denuncia pressões da organização dos Jogos Paralímpicos de Inverno

Ucrânia denuncia pressões sistemáticas do Comité Paralímpico Internacional e de Milão-Cortina, com incidentes envolvendo bandeiras e restrições a atletas

Bandeira da Ucrânia na cerimónia de abertura dos Paralímpicos de Inverno
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  • O Comité Paralímpico da Ucrânia afirmou, nesta quarta-feira, sofrer “pressões sistemáticas” do Comité Paralímpico Internacional (IPC) e do comité organizador dos Jogos Milão-Cortina2026, que decorrem até domingo.
  • A Ucrânia acusa que atletas russos e belarussos participam com símbolos nacionais, numa atuação que descreve como “sem precedentes” e “vergonhosa” desde o início do evento.
  • Entre os incidentes, aponta a retirada da bandeira da Ucrânia na Aldeia Paralímpica por um membro do comité organizador, que depois permitiu a sua recolocação num local menos visível.
  • Alega ainda impedimentos a reuniões noturnas de atletas e treinadores para planear o dia seguinte, e relata um caso com a biatleta Oleksandra Kononova, a quem um elemento do IPC tentou remover brincos com a bandeira ucraniana e a inscrição “Parem a Guerra”.
  • Seis atletas russos e quatro belarussos com vagas atribuídas pelo IPC participam nos Jogos, cujas cerimónias de abertura foram boicotadas pela Ucrânia e vãoadas pela presença de comitivas russas e bielorrussas.

O Comité Paralímpico da Ucrânia afirmou, nesta quarta-feira, que está a ser alvo de pressões sistemáticas por parte do Comité Paralímpico Internacional (IPC) e do comité organizador dos Jogos Milão-Cortina2026. A cerimónia decorre até domingo, com atletas russos e bielorrussos autorizados a competir com os símbolos nacionais.

A delegação ucraniana aponta uma onda de diligências que classificam como sem precedentes e vergonhosas, afetando membros da equipa. Entre as ocorrências, a retirada da bandeira da Ucrânia da Aldeia Paralímpica por parte de um organizador, com subsequentemente a sua recolocação em local menos visível. Além disso, alegam impedimentos para reuniões noturnas de planeamento.

A Ucrânia também relata tensão envolvendo a biatleta Oleksandra Kononova, medalha com dois pódios, após um incidente com um membro do IPC. A organização é acusada de tentar remover pequenos brincos com a bandeira ucraniana e a inscrição Parem a Guerra.

Participação e controvérsia

Seis atletas russos e quatro belarussos, com vagas atribuídas pelo IPC, participam nos Jogos Paralímpicos, que começaram na semana passada, com a exibição de símbolos dos respetivos países. A Ucrânia expressou indignação com a decisão do IPC tomada em 17 de fevereiro.

A abertura, realizada na sexta-feira, foi marcada por vaias às comitivas russa e bielorrussa. O protesto contou com o apoio de várias vozes europeias, incluindo representantes da República Checa, Estónia, Finlândia, Letónia, Polónia e Lituânia.

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