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Maria João Bettencourt diz que ser português em Espanha foi duro

Base do Benfica recorda as dificuldades de ser portuguesa em Espanha e o regresso a Portugal, com o objetivo de vencer a Liga e manter as 100 internacionalizações

Maria João Bettencourt
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  • Maria João Bettencourt, jogadora do Benfica e da Seleção, regressa a Portugal após uma década a atuar em Espanha, passagem pelo CREF de Madrid e pelo Azulmarino de Maiorca.
  • A base recordou que ser portuguesa em Espanha foi das coisas mais duras, com desvalorização e gozação diárias, mas afirmou ter superado isso com o tempo.
  • Destacou Valência como a experiência mais marcante pela estrutura do clube e pela cidade que respira basquetebol, sobretudo feminino, e destacou a abertura para outras portuguesas.
  • Em junho do ano passado atingiu 100 internacionalizações pela seleção, momento em que a atleta Rosa Mota lhe entregou a camisola; admitiu sentir imensa emoção com o feito.
  • Sobre a qualificação para o EuroBasket 2027, disse que houve uma mudança de mentalidade e que Portugal já não é o mesmo, com próximos jogos frente à Sérvia no próximo sábado e à Islândia a 17 de março.

Maria João Bettencourt, jogadora do Benfica e da Seleção Nacional feminina, participou no podcast Dois para um, uma parceria entre a Record e a Federação Portuguesa de Basquetebol. A entrevistada recordou uma carreira marcada por uma década de experiência em Espanha, antes de regressar a Portugal para jogar pelo clube de origem.

A basquetebolista, hoje com 35 anos, explicou as primeiras dificuldades enfrentadas no basquetebol espanhol, destacando o desafio de manter o estatuto de jogadora portuguesa num campeonato liderado por atletas nacionais de maior expressão. Relembrou ainda as cidades onde atuou, com Valência a ter especial destaque pela estrutura e pela vibração desportiva.

O regresso a Portugal surge motivado pela vontade de estar mais próximo da família. Bettencourt afirmou que, após anos longe, chegou a altura de regressar ao país e ao Benfica, esperando conseguir alcançar pela primeira vez o título da Liga.

Na Madeira, a jogadora estreou-se no campeonato com apenas 15 anos, uma experiência que considera determinante para a sua trajetória. Recordou o impacto de jogar tão cedo e o apoio das companheiras que ajudaram as mais novas a sentirem-se parte da equipa.

Em junho do ano passado, Maria João Bettencourt chegou às 100 internacionalizações pela Seleção Nacional, num momento histórico em que recebeu a camisola das 100 internacionalizações das mãos de Rosa Mota. A mentalidade da equipa tem vindo a evoluir, reflectindo uma nova fase de preparação para o EuroBasket 2027, com uma ambição renovada de competir a este nível.

A qualificação para o EuroBasket 2027 prosseguirá com a receção à Sérvia no próximo sábado e, a 17 de outubro, a viagem à Islândia. A basquetebolista destacou que o grupo passou a acreditar mais no seu valor e a encarar a seleção de forma diferente, promovendo uma mentalidade de união e de subida de qualidade entre as jogadoras.

Entre os momentos marcantes da carreira, Bettencourt aponta a vitória que garantiu o apuramento para o EuroBasket frente à Sérvia, bem como o confronto com a jogadora ucraniana Alina Iagupova como o desafio mais difícil. Se não fosse basquetebolista, confessou que gostaria de ser enfermeira, área de estudo que concluiu e pretende exercer no futuro.

No âmbito pessoal, a atleta elogiou a parceria com Sofia da Silva, capitão da Seleção Nacional, como uma relação de apoio constante e orientação no trajeto desportivo. A entrevistada destacou ainda que todas as companheiras merecem reconhecimento pelo contributo ao longo da sua carreira.

A entrevista, com leitura fluida e foco informativo, oferece um retrato fiel do percurso de Bettencourt, das suas motivações e dos próximos passos da Seleção Nacional feminina rumo ao EuroBasket 2027.

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