- A FIFPro Ásia/Oceânia expressou preocupação com o bem-estar das jogadoras, dizendo que perdeu o contacto direto com o grupo após a escalada do conflito no Irão.
- O incidente ocorreu na última segunda-feira, na estreia frente à Coreia do Sul, quando as futebolistas decidiram não cantar o hino nacional, gesto interpretado como apoio aos protestos contra o regime.
- A imprensa estatal iraniana qualificou a atitude como traição em tempo de guerra e pediu punições severas.
- Uma petição dirigida ao Governo australiano já reuniu mais de 68.500 assinaturas, pedindo asilo político às jogadoras; a FIFPro está em contacto com a FIFA, a Confederação Asiática e autoridades australianas para assegurar a sua segurança.
- As jogadoras acabaram por cantar o hino no segundo e no terceiro jogos da fase de grupos e concluíram a participação no torneio no domingo; à saída do estádio, manifestantes na Austrália apelaram à proteção internacional para as atletas.
A FIFPro exige garantias de segurança para futebolistas iranianas que não cantaram o hino num jogo da estreia da competição frente à Coreia do Sul, disputado na última segunda-feira. Beau Busch, presidente da FIFPro Ásia/Oceânia, afirmou que a organização perdeu o contacto direto com o grupo após a escalada do conflito no Irão.
As jogadoras optaram por não cantar o hino, gesto interpretado como apoio aos protestos contra o regime de Teerão. A decisão gerou reacções rápidas da imprensa estatal iraniana, que descreveu o comportamento como traição em tempo de guerra e pediu punições severas.
Uma petição dirigida ao Governo australiano já recolheu mais de 68.500 assinaturas, solicitando asilo político às jogadoras face ao risco de represálias no regresso ao Irão. A FIFPro trabalha para assegurar a segurança independentemente do destino.
A organização está em contacto com a FIFA, a Confederação Asiática e as autoridades australianas para coordenar as medidas necessárias. A comunicação visa garantir proteção às jogadoras se decidirem permanecer na Austrália ou regressar ao Irão.
As futebolistas voltaram a cantar o hino nos segundos e terceiros jogos da fase de grupos e concluíram a participação no torneio no domingo. A situação manteve-se sob observação, com foco na sua segurança.
Clima de tensão e contexto
Na última noite, o autocarro das jogadoras foi alvo de manifestações em território australiano, com gritos de apoio à proteção internacional às jogadoras, reportados pelo canal SBS. A reação ocorreu no regresso ao estado de competição.
A participação iraniana neste torneio, a primeira desde 2002, foi celebrada por defensores dos direitos humanos e da igualdade de género. O apuramento surge num contexto de supervisão internacional sobre as restrições impostas às mulheres no Irão, incluindo o uso do véu.
Contudo, as organizações de direitos humanos alertam para underreporting: o número real de mortes associadas aos protestos pode ser significativamente superior aos dados oficiais. O Irão tem imposto controlo estrito e denúncias de repressão.
Até ao momento, não houve comentário público do primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, nem do ministro da Imigração sobre o pedido de asilo. O tema permanece sob avaliação institucional.
Contexto internacional
Em 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel lançaram um ataque contra o Irão, com consequências regionais. O Irão terá respondido com ataques a alvos em Israel, bases norte‑americanas e outras estruturas na região, incluindo vários países do Golfo. Incidentes com projéteis foram reportados também em Chipre e na Turquia.
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