- Jimmy-Floyd Hasselbaink criticou a forma como José Mourinho abordou o caso Prestianni-Vinícius Júnior, chamando-lhe hipócrita.
- O antigo jogador recordou ainda episódios de racismo que enfrentou, como ter sido cuspido fora de um estádio em Espanha, destacando a dificuldade de provar casos semelhantes.
- Hasselbaink questionou por que Prestianni teria tapado a boca, sugerindo que houve controvérsia na reação ao episódio.
- O caso levou a a IFAB considerar alterações nas regras para punir jogadores que cubram a boca diante de adversários durante o jogo.
- Mourinho já se tinha pronunciado, dizendo que, se Prestianni for culpado, haverá consequências; Hasselbaink criticou a postura inicial do treinador e pediu clareza sobre os factos com os jogadores negros da equipa.
O racismo no futebol voltou a ganhar protagonismo após os alegados insultos de Prestianni a Vinícius Júnior e com o abuso online de jogadores da Premier League. Jimmy Floyd Hasselbaink, ex-jogador e atual adjunto da seleção do Suriname, criticou a forma como o Benfica lidou com o caso, em declarações ao The Guardian.
O comentador recordou um episódio vivido na Espanha, quando atuou pelo Atlético Madrid, em que foi cuspido no exterior de um estádio. Refere que o incidente o deixou sem valor e que, na altura, pouco ficou a eventual reflexão pública sobre o ocorrido.
Hasselbaink discorreu ainda sobre o que disse Prestianni, sugerindo que o jogador pode ter contribuído para a controvérsia ao tapar a boca. O comentador aponta para a possível revisão de regras por parte da IFAB, que tem considerado medidas contra gestos de cobertura da boca durante jogos.
Reação de Mourinho
O ex-treinador de Portugal não ficou indiferente. Hasselbaink afirmou que as palavras de Mourinho pareceram hipocráticas ao comentar o caso de forma inicial, questionando por que o técnico não pediu esclarecimentos diretamente ao jogador. O tema voltou a surgir com o foco nas consequências que um eventual veredito poderia ter para Prestianni.
José Mourinho já se posicionou posteriormente, sendo claro sobre eventuais sanções se o argentino for considerado culpado. O treinador do Benfica reiterou a necessidade de confirmar os factos antes de qualquer decisão definitiva, mantendo a presunção de inocência.
Entre na conversa da comunidade