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Jornalista desmonta estratégia de Romano após falsas notícias sobre Atsu

Jornalista desmonta estratégias de Fabrizio Romano, expondo publicidade paga e desinformação sobre Atsu, num debate que acentua os riscos da influência digital

Fabrizio Romano conta com mais de 100 milhões de seguidores nas redes sociais
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  • Nick Harris, jornalista da Sporting Intelligence, questiona as estratégias de Fabrizio Romano, afirmando que o que ele faz não é jornalismo, e critica a utilização de conteúdos pagos para promover regimes com direitos humanos em crise, incluindo um vídeo com a Arábia Saudita marcado com a hashtag #ad.
  • Segundo Harris, Romano afirma que o seu trabalho é publicidade, envolvendo casas de apostas, criptomoedas, a Pepsi e a FIFA, e por vezes não revela que está a promover algo, o que ele considera problemático para a credibilidade jornalística.
  • O artigo também aborda a morte de Christian Atsu, antigo jogador do FC Porto: Romano afirmou aos seguidores, em 7 de fevereiro, que Atsu estava vivo e no hospital; Atsu foi encontrado morto mais tarde, a 18 de fevereiro, o que gerou críticas sobre a veracidade das informações.
  • O caso de Mehran Amundsen-Ansari, antigo diretor de marketing do Valerenga, é citado para sustentar o argumento de que Romano já recebeu propostas para promover conteúdos: uma empresa terá tabelado publicações dele em redor de mil euros, há quatro anos.
  • No final, Harris diz ter tentado obter uma reação de Romano, sem sucesso, e conclui que ele não é jornalista, destacando a controvérsia em torno da sua relação com conteúdos patrocinados e a polémica sobre a Arábia Saudita.

Fabrizio Romano, influenciador italiano com milhões de seguidores, está no centro de uma controvérsia sobre pagamentos por publicidade em conteúdos de tema político. Um vídeo recente, com duração superior a 2 minutos, promovia o regime da Arábia Saudita, suscitando críticas à prática de promoção de regimes através de publicidades pagas.

Em resposta, o jornalista Nick Harris, da Sporting Intelligence, publicou um texto analítico sobre as estratégias utilizadas por Romano ao longo de anos. O artigo questiona a natureza jornalística do trabalho do influenciador e analisa o impacto das parcerias com marcas, apostas, criptomoedas, bebidas e organizações desportivas.

Entre os casos discutidos, procede-se à reconstituição de uma situação envolvendo a morte de Christian Atsu, antigo jogador do FC Porto, no contexto de um terramoto na Turquia em 2023. O texto aponta que Romano informou aos seguidores que Atsu estava vivo, quando, de facto, o corpo foi encontrado dias depois, o que teriam sido rumores não verificados.

O artigo destaca ainda a prática de utilização de conteúdos promovidos por terceiros, com foco em clubes e jogadores. Um episódio envolvendo Mehran Amundsen-Ansari, antigo director de marketing do Valerenga, em 2022, é citado para ilustrar a alegada prática de publicar rumores para gerar interesse em jogadores e clubes.

Ao longo do texto, Harris afirma que Romano terá recusado respostas oficiais, mantendo o foco no aspeto publicitário das publicações. O jornalista sustenta que a gestão de informações por Romano pode distanciar-se do jornalismo tradicional, segundo a análise apresentada.

O artigo encerra com a observação de que a polémica ficou evidente nas redes sociais, gerando um debate público sobre a fiabilidade de conteúdos produzidos por figuras com grande alcance. Não há confirmação de eventuais sanções ou investigações formais até o momento.

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