- Em Bahrein, o director de prova explicou que os novos monolugares mudam o arranque, com cinco segundos necessários para que todos estejam prontos, devido às mudanças de potência e turbos sem MGU‑H.
- Com 22 carros na grelha, incluindo a Cadillac como 11.ª equipa, o tráfego aumenta e o risco na primeira curva; os testes de janeiro e fevereiro ajudaram a redefinir o procedimento de largada.
- Na Austrália e na China de 2026, o straight mode substitui o DRS e ficará ativo nas rectas, apenas utilizável quando a diferença entre carros for inferior a um segundo, limitado até à primeira curva.
- A eliminação do MGU‑H faz o turbocompressor depender da energia dos gases de escape, causando atraso e exigindo aos pilotos encontrar o ponto de equilíbrio para alcançar a potência máxima no arranque.
- A qualificação passa a ter mais carros em pista, com eliminação de seis pilotos na Q1 e seis na Q2, terminando com dez carros na Q3; há alterações aerodinâmicas, como menos volume de carros, janelas de efeito de solo, novas asas, coberturas de rodas e adoção de modos boost e recharge, bem como uso de combustível sustentável.
O que aconteceu: na Fórmula 1 de 2026, as unidades de potência e a aerodinâmica mudaram significativamente, levando a uma nova forma de arrancar e competir. O Bahrein recebeu a apresentação das mudanças e explicou como os procedimentos de partida evoluíram.
Quem está envolvido: o diretor de prova da F1, Rui Marques, explicou as alterações. Os novos monolugares reduzem o espaço livre entre carros, com 22 carros na grelha, incluindo a Cadillac como 11.ª equipa, aumentando o tráfego na largada.
Quando e onde: as alterações foram discutidas no Bahrein, após testes de Janeiro e Fevereiro. Os dois primeiros Grandes Prémios de 2026 serão disputados na Austrália e na China, com ajustes também pertinentes às largadas.
Arranque: por que as mudanças são necessárias
Os testes ajudaram a reformular o procedimento de arranque, que passou a exigir mais tempo para que todos os pilotos estejam prontos. O novo intervalo de cinco segundos reflete as características dos motores.
Estratégia de arranque e uso do straight mode
Na Austrália e na China, o straight mode substitui o DRS e fica ativo nas rectas, sempre que a diferença entre carros for inferior a 1 segundo. A limitação até à primeira curva evita surpresas na largada.
Unidade de potência: impacto técnico
A eliminação do motor elétrico MGU-H cria atraso no turbo, que depende dos gases de escape e da rotação do motor. Este atraso complica o equilíbrio para a potência máxima no arranque.
Procedimento de largada e perceção visual
Após a volta de instalação, os painéis azuis piscam por cinco segundos antes do início com as luzes. Caso não ocorram problemas, as restrições desaparecem a partir do Japão.
Qualificação: alterações no formato
Com mais dois carros em pista, serão eliminados seis pilotos no Q1 (18 minutos) e mais seis no Q2 (15 minutos). O Q3 passa a ter 10 carros e dura 13 minutos.
Aerodinâmica, peso e evolução tecnológica
Os carros ficaram mais compactos e pesados menos devido à eliminação do MGU-H, exigindo novas soluções aerodinâmicas e de tolerância de estruturas, incluindo difusores maiores e aberturas ampliadas.
Potência elétrica e novo ciclo estratégico
A eletrificação ganhou peso, com modos boost e recharge. A recuperação de energia oferece resposta adicional para ataques ou defesas durante as voltas decisivas.
Mudanças de referências técnicas
O efeito de solo, túneis Venturi e o retorno de fundos planos entraram para a história. As asas dianteiras e traseiras foram redesenhadas e as coberturas das rodas dianteiras foram removidas.
Combustível e sustentabilidade
Os combustíveis passam a ser sustentáveis, derivados de matérias-primas avançadas, resíduos de indústrias ou lixo orgânico, acompanhando a transformação tecnológica dos bólides.
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