- André Mosqueira do Amaral, diretor-executivo da Liga, é o convidado do Negócios Record.
- A Liga está a desenvolver um roadmap de segurança que inclui o custo do policiamento.
- Estão em conversações com a Polícia de Segurança Pública (PSP) e a Guarda Nacional Republicana (GNR) para permitir o consumo de bebidas de baixo teor alcoólico.
- A avaliação aponta ganhos na receita direta, na exploração comercial e na assistência, embora reconheça custos de segurança para a sociedade desportiva.
- A proibição atual leva a entradas tardias e muitas vezes já alcoolizadas, o que não seria o sistema ideal.
André Mosqueira do Amaral, diretor-executivo da Liga, explicou ao Negócios Record que a Liga está a avançar com um roadmap de segurança que envolve custos de policiamento e medidas de prevenção. A meta é tornar os estádios mais seguros sem afectar a experiência dos adeptos.
O objetivo inclui a personalização de regras para bebidas de baixo teor alcoólico, após conversas com a PSP e a GNR. Não há ainda valores definidos, mas a ideia é abrir espaço a uma receita direta maior e a uma exploração comercial mais ampla dentro dos estádios.
Paralelamente, o dirigente criticou o modelo atual, em que os ganhos com o consumo ocorrem principalmente no ecossistema externo aos estádios, enquanto as sociedades desportivas suportam os custos de segurança. A proibição também conduz a entradas tardias e já com álcool.
Proposta sobre bebidas de baixo teor alcoólico
A equipa de gestão tem estudado várias alternativas para reduzir riscos, incluindo a venda de bebidas de baixo teor alcoólico dentro das zonas autorizadas. O debate envolve autoridades de segurança e a gestão de estádios, com foco na redução de incidentes e no equilíbrio financeiro.
Entre na conversa da comunidade