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Adriana Dias explica casos de assédio no Guia e rejeita apenas desculpas

Antiga capitã do Guia sustenta que há mais casos de assédio do que o acórdão indica e pede mudanças culturais com punições exemplares

Adriana Dias representou o Guia durante 11 épocas
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  • Adriana Dias, antiga capitã do Guia, afirma que o caso envolve mais do que o que consta no acórdão do Conselho Disciplinar da Federação Portuguesa de Futebol.
  • O treinador Filipe Linz foi punido com um ano e 15 dias de suspensão e uma multa de 918 euros, por assédio sexual e discriminação.
  • O clube Guia recebeu punição de dois jogos à porta fechada e multa de 2.040 euros; o presidente Alexandre Reis e as dirigentes Sandra Santos e Sandra Vicente foram suspensos por um mês cada um.
  • Adriana Dias diz que houve tentativas de silenciar as vítimas e que a instituição minimizou ou ignorou denúncias durante muito tempo.
  • A jogadora afirma que o objetivo público é promover mudanças de cultura no futebol, ajudando vítimas a denunciar e buscando justiça, enquanto o Guia e a Federação prometem medidas para evitar casos semelhantes.

Adriana Dias, antiga capitã do Guia, revela que o caso de assédio no clube vai além do que consta no acórdão do Conselho Disciplinar da FPF. O documento descreve punições ao treinador Filipe Linz e aos dirigentes envolvidos, bem como ao clube. O conjunto de sanções foi confirmado pelo Guia e pela Federação.

A jugadora informou que enfrentou assédio e discriminação durante os anos em que representa o Guia, lembrando tentativas de denúncia falhadas e uma sensação de que as vítimas eram silenciadas. Só após deixar o clube tornou públicas as situações vividas.

Dias afirma que houve resistência à responsabilização e que a pretensão de alguns dirigentes era encarar o tema apenas com desculpas. Ela diz que o objetivo é alertar outras vítimas e promover mudanças culturais no futebol.

Reações e contexto

O Guia confirmou as punições aplicadas, incluindo duas partidas à porta fechada e uma multa de 2.040 euros ao clube, além de suspensão de um mês para o presidente Alexandre Reis e para as dirigentes Sandra Santos e Sandra Vicente. A FPF reiterou o compromisso de combate ao assédio.

A dirigente ressalta que a denúncia não visa prejudicar o clube, mas contribuir para prevenir casos futuros e promover uma cultura de maior responsabilização. O porta-voz da Federação também apontou ações para evitar recorrências no desporto.

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