- Telma Monteiro e Margarida Silva debateram, no Comité Olímpico de Portugal, a menor visibilidade das mulheres no desporto, em Lisboa, para o Dia Internacional das Mulheres.
- O COP apresentou um estudo sobre a representação feminina no jornalismo desportivo e organizou uma mesa-redonda com as atletas.
- Telma Monteiro disse que as vitórias femininas nem sempre são celebradas com a mesma intensidade que as dos homens e relacionou isso com patrocínios.
- Margarida Silva destacou que, apesar de conquistas, a visibilidade é intermitente e que o desporto adaptado também enfrenta barreiras de exploração mediática.
- Autoridades presentes defendem ações para promover o mérito feminino no desporto e apontaram barreiras semânticas na cobertura mediática, prometendo transformar as conclusões em resultados.
Telma Monteiro e Margarida Silva participaram num evento do Comité Olímpico de Portugal (COP), em Lisboa, para celebrar o Dia Internacional das Mulheres. A ideia foi debater a menor visibilidade mediática das atletas femininas e o impacto no desporto. O COP apresentou um estudo sobre o tema.
A mesa-redonda contou com as duas atletas, que partilharam experiências sobre o reconhecimento público e a dificuldade de conseguir patrocínios, em comparação com atletas masculinos. Valorizou-se a importância de contratos mais justos e de maior investimento.
Telma Monteiro, ex-judoca olímpica, destacou o papel das hipóteses de visibilidade criado pelo futebol feminino e a necessidade de investimento para manter a progressão mediática. A atleta mencionou ainda a importância da referência para jovens.
Margarida Silva, atleta surdolímpica, lembrou as barreiras de ser mulher e representar o desporto adaptado. Referiu que a visibilidade em eventos de quadros governamentais pode não ser suficiente para explorar todo o potencial de patrocínios.
Durante o evento foi apresentado o estudo sobre a representação das atletas femininas no jornalismo desportivo. O presidente do COP, Fernando Gomes, afirmou que o trabalho revela lacunas e indica caminhos para narrativas e práticas mais justas.
Diana Gomes, primeira secretária-geral do COP, pediu que o desporto continue a abrir caminhos para o mérito, sem deixar que nenhuma atleta se sinta isolada no espaço que lhe pertence. O objetivo é manter o desporto como espaço de inclusão.
Pedro Dias, secretário de Estado do Desporto, mencionou medidas para promover a igualdade de género e apontou questões semânticas que dificultam a cobertura mediática. Questionou por que é comum referir modalidades como masculinas sem rotulá-las, ao falar de feminino.
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