- Lara Pintassilgo, jogadora do Besiktas, afirma viver uma rotina de normalidade na Turquia, apesar da tensão regional.
- Intercepção de míssil iraniano sobre o Mediterrâneo oriental levou a queda de estilhaços no extremo sul da Turquia, sem vítimas.
- O Irão negou ter lançado o míssil contra a Turquia; a Turquia é descrita como respeitando a soberania do país vizinho e aliado.
- A avançada portuguesa diz manter a rotina: acordar, treinar e regressar a casa; garante sentir-se tranquila e segura, com risco percebido sobretudo vindos de Portugal.
- Pintassilgo afirma estar mais alerta pela proximidade com o Irão e diz que voltaria a Portugal se a situação agravasse; mantém contacto com a representante para eventual repatriação.
A jogadora portuguesa Lara Pintassilgo, atacante do Besiktas, afirmou viver uma rotina de normalidade na Turquia, apesar da interceção de um míssil sobre o Mediterrâneo oriental e da escalada entre Estados Unidos e Irão. Ela disse que no clube não houve discussão significativa sobre o incidente e que o plantel, maioritariamente formado por turcas, não acompanha com preocupação o conflito.
A intervenção das defesas da NATO na Turquia ocorreu na quarta-feira, com retaliações em curso e sem registo de vítimas no território turco, segundo informações oficiais. O Irão negou ter lançado o míssil que terá provocado o incidente. Pintassilgo confirmou que a sua agenda diária manteve-se: treino, casa e rotina.
A internacional portuguesa, em Istambul há duas temporadas, referiu que a perceção de risco chega sobretudo de Portugal, por familiares e redes sociais, dado que o meio turco não divulga amplamente as notícias. Também mencionou episódios de bloqueio informativo que já ocorreram em períodos de tensão.
Contexto geopolítico e consequências
A ofensiva liderada pelos Estados Unidos e por Israel, lançada a 28 de fevereiro, intensificou a tensão na região. O Irã declarou retaliações dirigidas a alvos em Israel, bases norte-americanas e infraestruturas em vários países vizinhos, incluindo a Turquia. O balanço inicial aponta para mais de mil mortos, em grande parte no Irão.
Pintassilgo afirmou estar mais atenta à proximidade com o Irão e garantiu que regressaria a Portugal se a situação se degradar de forma insustentável. A atleta mantém contacto com a sua representante, que já assegurou apoio logístico para eventual repatriamento, caso seja necessário. A federação e o clube não colocaram entraves à possível retirada, em cenário de emergência.
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