- Lara Pintassilgo, avançada do Besiktas, diz viver uma rotina de “normalidade” na Turquia, apesar da tensão regional e do controlo aéreo que envolveu um míssil iraniano.
- A jogadora de 23 anos afirma que o ambiente no plantel, composto principalmente por atletas turcas, é alheio ao conflito com o Irão.
- A NATO interceptou, na Turquia, um míssil iraniano no Mediterrâneo oriental; estilhaços caíram no extremo sul do país, sem vítimas.
- O Irão negou ter lançado o míssil contra a Turquia e mantém que respeita a soberania do país vizinho.
- Pintassilgo admite ficar mais alerta e afirma que, se a situação agravar-se, regressará a Portugal; mantém contacto com a representante para eventual repatriação.
A avançada portuguesa do Besiktas, Lara Pintassilgo, de 23 anos, afirma viver uma rotina de normalidade em Istambul, apesar da intercetção de um míssil no espaço aéreo turco e da escalada de tensões entre EUA e Irão. A jogadora diz que no clube não houve referência ao assunto e que o ambiente entre o plantel é de total alheamento em relação ao conflito.
Ela encontra-se a cumprir a segunda época no Besiktas e descreve o dia a dia como previsível: acordar, treinar e regressar a casa. Mantém que se sente tranquila e segura, mesmo diante da perceção de risco transmitida pela família em Portugal e pelas redes sociais, dada a dificuldade de acesso a informações locais.
A primeira reação à ofensiva internacional foi de tranquilidade por parte da atleta, que também sublinha uma certa lacuna informativa no país anfitrião. No entanto, admite ficar mais atenta devido à proximidade com o Irão e afirma que regressaria a Portugal caso a situação se agrave, sem hesitar.
Contexto regional e deslocação
Fontes próximas indicam que o incidente envolveu a interceptação de um míssil iraniano sobre o Mediterrâneo oriental, com estilhaços a cair no extremo sul da Turquia, sem vítimas. O Irão negou ter lançado o míssil contra a Turquia, respeitando a soberania do país vizinho.
O Irão encerrou o estreito de Ormuz e reagiu com ataques a alvos em Israel, bases norte-americanas e infraestruturas na região, incluindo países como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Catar, Kuwait, Líbano e Omã. A medida elevou o nível de alerta entre as forças turcas e outras nações da região.
Pintassilgo assegura que mantém contacto com a sua representante, que já providenciou apoio logístico para eventual repatriação, caso seja necessário. A jogadora afirma que o Besiktas não colocaria obstáculos à saída em caso de emergência.
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