- O International Board (IFAB) aprovou novas regras para recuperar tempo útil de jogo e tornar a partida mais clara e fluida, com aplicação já no Mundial deste ano, no México, Canadá e Estados Unidos.
- Destaca-se o alargamento das competências do VAR e medidas para reduzir perdas de tempo, com reposições rápidas de bola e contagem visível de segundos.
- Segundo o antigo árbitro Pedro Henriques, as regras são equilibradas e inteligentes, potencialmente proporcionando ganho de cinco a sete minutos por jogo.
- Penalizações a quem demorar nos lançamentos laterais ou pontapés de baliza, incluindo canto para o adversário ou espera de até um minuto para substituir um jogador.
- Sobre o fora de jogo, Henriques critica a falta de coragem para avançar já com a Lei de Wenger e defende testes no Canadá com aplicação na época 2027/28; defende ainda investimento em tecnologia semiautomática em Portugal para reduzir erro humano.
As regras aprovadas pelo International Board (IFAB) prometem recuperar minutos de tempo útil por jogo, tornando as partidas mais claras e fluídas. Pedro Henriques, antigo árbitro internacional, comenta a novidade, que será implementada já no Mundial deste ano, no México, Canadá e Estados Unidos.
O comentador diz que as medidas são equilibradas e inteligentes, com o alargamento do raio de ação do VAR e a limitação das perdas de tempo. A ideia é apoiar o árbitro e reduzir interrupções sem o substituir.
O principal objetivo é acelerar o jogo, não punir. Espera-se que as reposições de bola ocorram mais rápido, com contagem visível de segundos para sinalizar o tempo útil.
Foram criadas regras para travar atrasos nas reposições de bola pela linha lateral, em pontapés de baliza e em simulações de lesão. Prevaricadores podem ser punidos com cantos aos adversários ou com períodos de substituição mais longos obrigatórios.
Um confronto típico de jogo envolve 40 a 50 reposições de bola, entre lançamentos de linha e cantos. As medidas sugerem um ganho potencial de cinco a sete minutos, com impacto direto na fluidez e na intensidade.
Impacto e próximos passos
Quanto ao alargamento das competências do VAR, o objetivo é um apoio cirúrgico ao trabalho do árbitro, corrigindo erros claros sem substituir a função. O VAR atua em casos de expulsões por erro do árbitro ou na identificação de jogadores.
Henriques lamenta a falta de coragem para avançar já com a lei do fora de jogo conhecida como Lei de Wenger. O canadense testará a lei no campeonato do Canadá, com aplicação prevista apenas para a época 2027/28.
Para Portugal, o antigo árbitro defende a adoção urgente de tecnologia semiautomática e a substituição de linhas manuais por avaliação computarizada, para reduzir polémicas de centímetros e potenciar a confiabilidade das decisões.
A tecnologia semiautomática prometida reduzir o erro humano e os focos de controvérsia, assegurando maior certeza nas decisões. O redesenho é visto como essencial para a credibilidade do jogo.
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