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Exploração no futebol vai a tribunal após dormirem no estádio

Julgamento de rede de auxílio à imigração ilegal no futebol aponta para alojamento precário e salários irregulares de jogadores brasileiros no São Pedro da Cova

Jogadores estavam em Portugal sem documentos
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  • Começou, a 2 de março, o julgamento de uma rede que alegadamente facilitava imigração ilegal e recrutamento de mão de obra ilegal no futebol, envolvendo onze jogadores brasileiros no São Pedro da Cova.
  • Dois arguidos — Vítor Catão, antigo director do clube, e Armando Santos, treinador na época — são acusados de, juntos, onze crimes de auxílio à imigração ilegal e onze de angariação de mão-de-obra ilegal.
  • A acusação sustenta que os jogadores viviam em beliches numa sala por debaixo de uma bancada do estádio, recebiam salários baixos (podiam ser 150 euros mensais) e não tinham vistos válidos para permanecer ou trabalhar em Portugal.
  • O principal arguido, Vítor Catão, negou ter assinado contratos ou cartas-convite válidas, alegando que vários documentos e assinaturas seriam falsos; afirmou ainda que os jogadores chegaram ao clube através de um acordo com o treinador Armando Santos.
  • Armando Santos indicou que a equipa buscava a renovação para evitar despromoção, admitindo que os salários eram esporádicos e dependiam dos resultados, com cortes de pouco valor para itens como desodorizante ou creme.

Os jogadores brasileiros do São Pedro da Cova dormiam numa sala debaixo da bancada do estádio, com salários irregulares e sem vistos válidos. O julgamento de uma rede de auxílio à imigração ilegal no futebol começou nesta segunda-feira, 2 de Março, em Portugal, envolvendo 11 jovens recrutados para o clube.

O principal arguido é Vítor Catão, antigo director do São Pedro da Cova, já ligado à Operação Pretoriano. Está acusado de 11 crimes de auxílio à imigração ilegal e 11 de angariação de mão-de-obra ilegal, alegadamente por assinar cartas-convite para a entrada dos jogadores em situação irregular.

Armando Santos, treinador do clube à época, é apontado pela acusação como recrutador de dezenas de jovens. O Ministério Público descreve casos de atletas afastados de forma irregular, com alojamento e remunerações precárias, tendo chegado a relatar que alguns recebiam cerca de 150 euros mensais.

Alojamento e condições

Segundo a acusação, a habitação era uma sala no estádio com beliches, iluminação direta e uma casa de banho. Os jogadores teriam direito a refeições, havendo descrições de higiene básica. Em declarações à juíza, Armando Santos reconheceu a necessidade de renovação da equipa, mas negou ter decidido a contratação dos atletas.

Vítor Catão, questionado sobre as condições, descreveu o alojamento como uma sala de 3,90 metros de altura, com beliches ocupados por três ou quatro jogadores, contrariando a versão de que haveriam 11 atletas a dormir ali. Admitiu ter acompanhado alguns atletas a equipas rivais para regularização de situações, mas negou ter assinado contratos ou ter qualquer intervenção nesses atos.

O arguido também nega que os contratos apresentados sejam verdadeiros, atribuindo a si apenas uma assinatura que já foi considerada falsa pela própria defesa. Questionado sobre as refeições, Catão referiu que os atletas comiam numa churrasqueira, defendendo que a descrição da acusação não corresponde à realidade.

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