- A Câmara de Coimbra pretende rever o contrato com a AAC/OAF para permitir à Académica usar o Estádio Cidade de Coimbra para concertos, mantendo a possibilidade de cedência a outros clubes do concelho.
- O novo acordo, que será discutido na reunião do executivo, prevê um aviso prévio mínimo de 60 dias e obriga a repor danos provocados pelos eventos.
- O município conserva o direito de usar ou ceder o estádio a terceiros, mas deixou de haver a obrigação de a AAC/OAF ceder gratuitamente o espaço a outros clubes.
- A nova versão retira a comissão de acompanhamento e reorganiza as receitas: estas destinam-se à manutenção e ao programa de formação desportiva, sem hierarquizar as rubricas.
- O contrato terá vigência de quatro anos; a Câmara já pagou 300 mil euros à promotora do concerto dos Coldplay, segundo o regime anterior.
A Câmara de Coimbra quer alterar a gestão do Estádio Cidade de Coimbra para permitir que a Associação Académica de Coimbra – OAF utilize o espaço para concertos, mantendo, ao mesmo tempo, a possibilidade de ceder o recinto a outros clubes do concelho. A revisão do contrato-programa de desenvolvimento desportivo já está prevista para ser discutida pela execução municipal.
O documento, ao qual a Lusa teve acesso, aponta que o acordo vigente permite à AAC/OAF realizar eventos culturais desde que notifique a autarquia com pelo menos 60 dias de antecedência. A nova proposta mantém responsabilidades pela reparação de danos causados pelos espetáculos.
Apesar de o documento não obrigar a AAC/OAF a ceder o estádio a outros clubes, a Câmara reitera que o município conserva o direito de usar ou ceder o Estádio a terceiros. O objetivo é manter o estádio disponível para várias instituições desportivas.
A revisão retira uma cláusula que determinava a cedência gratuita a outros clubes, mediante datas não coincidentes com jogos oficiais da Briosa, com responsabilidade de bilheteira e custos dos eventos desportivos a cargo desses clubes.
Segundo a consulta da Lusa, o novo texto elimina ainda a comissão de acompanhamento, criada para assegurar o cumprimento do acordo e a gestão de verbas para manutenção, formação e futebol feminino da AAC/OAF.
Antes, as receitas de aluguer de espaços comerciais destinavam-se exclusivamente à manutenção, com o remanescente a apoiar o programa desportivo ligado à formação de base. Agora, as receitas são tratadas como contrapartidas pelas obrigações assumidas, sem hierarquizar destinos.
A Câmara de Coimbra afirma que o novo acordo proporciona “estabilidade e equilíbrio” na gestão do equipamento municipal, com vigência prevista de quatro anos. A autarquia acrescenta que pretende garantir previsibilidade na gestão do estádio.
A AAC/OAF tem uma relação antiga com o estádio, que foi construído para o Euro 2004. Em 2022/2023, a Académica recebeu 356 mil euros de receitas de rendas dos espaços do recinto, cujo custo de construção rondou os 50 milhões de euros ao município.
A mudança em análise surge depois de a AAC/OAF ter recebido 300 mil euros da promotora de um concerto do Coldplay realizado no estádio, sob condições do acordo vigente, vigente desde a inauguração do equipamento.
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