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Câmara de Coimbra quer ceder o estádio à Académica para concertos

Câmara de Coimbra propõe alterar contrato do Estádio Cidade de Coimbra para permitir concertos pela Académica, afastando cedência gratuita a clubes vizinhos

Estádio Cidade de Coimbra (Académica)
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  • A Câmara de Coimbra propõe rever o contrato com a Associação Académica de Coimbra – Organismo Autónomo de Futebol para permitir que o Estádio Cidade de Coimbra seja usado pela AAC/OAF para concertos, eliminando a cedência gratuita a outros clubes do concelho.
  • O novo contrato, a ser discutido na reunião do executivo na segunda-feira, tem vigência de quatro anos e visa garantir estabilidade, previsibilidade e equilíbrio na gestão do equipamento municipal.
  • A AAC/OAF fica autorizada a realizar eventos culturais no estádio, desde que avise com antecedência de pelo menos sessenta dias; a Câmara mantém-se com o direito de usar o espaço para si, sem contrapartida ao clube.
  • O documento retira a obrigação de a AAC/OAF ceder gratuitamente o espaço a outros clubes, e altera a forma de contabilizar rendas, que passam a ser contrapartidas pelas obrigações de manutenção e pelo programa de formação, sem hierarquia entre elas.
  • A proposta surge num contexto em que a Académica recebeu trezentos mil euros da promotora do concerto dos Coldplay; em 2022/2023, a Académica teve quarenta e dois mil euros de receita com rendas, num estádio que custou cerca de cinquenta milhões de euros ao município.

A Câmara de Coimbra vai apresentar uma proposta de revisão do contrato-programa que gere o Estádio Cidade de Coimbra. A intenção é permitir que a Associação Académica de Coimbra – Organismo Autónomo de Futebol (AAC/OAF) still possa organizar concertos naquele espaço, mantendo o município como responsável pela gestão.

O executivo liderado pela coligação Avançar Coimbra (PS/Livre/PAN) propõe alterações que retiram a obrigação de cedência gratuita a outros clubes do concelho. Mantém-se a possibilidade de a autarquia explorar o estádio para eventos culturais, com a AAC/OAF responsável por danos causados.

A revisão, que será discutida na reunião de executivo na próxima segunda-feira, entra em vigor por um período de quatro anos, sem necessidade de contrapartidas a favor do clube para a utilização por terceiros. A autarquia justifica ganho de estabilidade na gestão do equipamento.

Entre as mudanças, deixa de haver uma comissão de acompanhamento que fiscalizava o cumprimento do acordo e a aplicação de verbas na manutenção e no futebol de formação e feminino da AAC/OAF. As receitas de aluguer passam a ser tratadas como contrapartidas pelas obrigações assumidas.

O documento atualiza ainda a destinação de receitas: o que antes servia para manutenção passa a ser considerado parte das contrapartidas pela gestão e pelo programa de formação desportiva, sem hierarquia entre as áreas. A Câmara sustenta que é uma solução de equilíbrio.

A Câmara de Coimbra salienta que o novo entendimento oferece previsibilidade na gestão do estádio municipal. A AAC/OAF recebeu 300 mil euros por um concerto com a promotora do evento Coldplay, de acordo com o regime anterior.

O estádio, inaugurado na era pós Euro 2004, teve custos de cerca de 50 milhões de euros para o município. Em 2022/2023, a AAC/OAF reportou receitas de 356 mil euros com rendas de espaços, segundo dados públicos.

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