- O presidente do Sporting de Braga disse que a ministra do Desporto devia ter ouvido a versão do clube sobre a proibição de exibir uma tela num jogo da I Liga.
- A PSP informou ter inviabilizado a exibição por questões de segurança dos espetadores, pela inflamabilidade dos materiais e por estarem perto de artefactos pirotécnicos, além de não evidenciar apoio inequívoco à equipa.
- A ministra da Cultura, Juventude e Desporto afirmou que a análise aos incidentes cabe às entidades competentes, sem leituras políticas, e que é necessária uma avaliação técnica.
- O Sporting reuniu com a Federação Portuguesa de Futebol e a Liga de clubes para expor a situação e afirmou ter sido vítima de censura à cidade e aos adeptos.
- António Salvador afirmou que existem investigações internas na PSP para perceber o que aconteceu e que, se fosse hoje, a atuação da polícia seria diferente.
O presidente do Sporting de Braga disse que a ministra do Desporto devia ter ouvido a versão do clube sobre a proibição de exibir uma tela promocional num jogo da I Liga, ocorrido no fim de semana passado. A afirmação foi feita nesta quinta-feira, à margem de uma sessão de apresentação de um estudo na Associação Empresarial de Braga.
António Salvador afirmou que a ministra ouviu apenas uma parte, a PSP, e defendeu que o clube seria ouvido. O dirigente revelou que não descarta uma reunião na próxima semana para clarificar o assunto, e classificou o episódio como grave, ligando-o à censura enfrentada pela cidade.
A ministra da Cultura, Juventude e Desporto disse que a análise dos incidentes entre Braga e Vitória de Guimarães, na 23.ª jornada, deve ser técnica e não política. A presidente do clube reiterou a posição de que houve censura e afirmou que já houve investigações internas na PSP sobre o que ocorreu.
Justificações da PSP
A PSP informou ter inviabilizado a exibição da tela por motivos de segurança, devido à inflamabilidade dos materiais, à proximidade de artefactos pirotécnicos e à ausência de uma manifestação inequívoca de apoio à equipa. O clube manteve críticas à atuação policial e afirmou estar a cooperar com entidades competentes.
Entre na conversa da comunidade