- António Salvador, presidente do Sporting de Braga, afirmou que a ministra do Desporto devia ter ouvido a versão do clube sobre a proibição da exibição de uma tela no jogo da I Liga.
- O clube diz ter sido vítima de censura e que poderá haver uma reunião para esclarecer o assunto na próxima semana.
- A PSP explicou que inviabilizou a exibição por questões de segurança, devido à natureza inflamável dos materiais e à proximidade de artefactos pirotécnicos, além de não evidenciar apoio claro.
- A ministra da Cultura, Juventude e Desporto defendeu que a análise aos incidentes cabe às entidades competentes e não é política, sendo técnica e baseada em informações oficiais.
- O Braga reuniu-se com a Federação Portuguesa de Futebol e a Liga dos clubes para expor a situação; António Salvador mencionou investigações internas na PSP sobre o caso.
António Salvador, presidente do Sporting de Braga, afirmou nesta quinta-feira que a ministra do Desporto, Margarida Balseiro Lopes, devia ter ouvido a versão do clube sobre a proibição de exibir uma tela num jogo da I Liga. O comentário surgiu à margem de um estudo apresentado pela Associação Empresarial de Braga.
Salvador disse que a ministra ouviu apenas uma parte, a PSP, e defendeu que deveria ter ouvido o Sporting de Braga também. Afirmou ainda que deverá haver uma reunião para a próxima semana para esclarecer o assunto, descrevendo o incidente como grave para a cidade.
A ministra da Cultura, Juventude e Desporto já tinha defendido que a análise dos incidentes entre Braga e Vitória de Guimarães, no sábado anterior, é tarefa das entidades competentes e técnicas, não políticas. Mantém-se a posição de que informações oficiais devem orientar a avaliação.
O Braga criticou publicamente a atuação da PSP, após o jogo, pelas medidas que impediram a exibição de uma tela de apoio ao clube e à cidade. O clube reuniu-se com a Federação Portuguesa de Futebol e com a Liga para expor a situação.
Salvador reiterou que o incidente parece ter envolvido censura contra o clube, os adeptos e a cidade, e referiu que existem investigações internas na PSP para esclarecer as decisões tomadas. Admitiu que, se o evento ocorresse hoje, a atuação poderia ser diferente.
A PSP justificou a decisão citando questões de segurança dos espectadores, pela presença de materiais inflamáveis e pela proximidade de artefactos pirotécnicos. Também afirmou que as mensagens não evidenciavam apoio inequívoco à equipa.
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