- A defesa de Fernando Madureira recorreu da decisão do Tribunal da Relação do Porto no caso Operação Pretoriano, tentando não voltar a prisão.
- Madureira foi libertado a 6 de Fevereiro, depois de excedido o prazo de dois anos de prisão preventiva, ficando em liberdade até haver decisão no recurso.
- O recurso visa impedir o regresso à prisão e contesta o agravamento dos crimes, incluindo ofensa à integridade física, mantendo o caso em análise até ao trânsito em julgado.
- A Operação Pretoriano investiga a Assembleia-Geral do FC Porto de novembro de 2023, com doze arguidos a responder por trinta e um crimes de coação, agressões e outros delitos associados.
- O inquérito indica que houve violência e tentativa de silenciar apoiantes de André Villas-Boas; há ainda alegações de roubo e distribuição ilícita de pulseiras de acesso.
Fernando Madureira recorreu da decisão do Tribunal da Relação do Porto no âmbito da Operação Pretoriano, tentando evitar o regresso à prisão para cumprir o restante da pena. O antigo líder dos Super Dragões foi libertado no dia 6 de fevereiro após exceder o prazo de dois anos de prisão preventiva.
A defesa aponta que não houve plano concertado para provocar violência na Assembleia-Geral do FC Porto, em novembro de 2023, e tenta manter a atenuação de crimes de ofensa à integridade física. O recurso impede temporariamente o regresso a prisão até decisão judicial transitada em julgado.
Na prática, o recurso pode atrasar o regresso a prisão caso o Tribunal da Relação aceite o argumento. A Procuradoria já manteve a acusação, e o desfecho dependerá da apreciação do recurso pelo tribunal superior.
Contexto da Operação Pretoriano
A Operação Pretoriano investiga incidentes ocorridos na Assembleia Geral extraordinária do FC Porto, em novembro de 2023. Doze arguidos foram constituídos, com dois absolvidos, respondendo a 31 crimes entre coação agravada e agressões, entre outros.
Foi demonstrado que Fernando Madureira, a mulher Sandra Madureira e vários elementos da claque criaram um clima de medo entre sócios. O objetivo apontado era silenciar apoiantes de André Villas-Boas, que planeava uma candidatura à presidência, e defender interesses da direção liderada por Pinto da Costa.
Milhares de sócios deslocaram-se ao Estádio do Dragão, com o evento a ser transferido para o Dragão Arena. O Ministério Público aponta para furto e distribuição ilícita de pulseiras de acesso ao local.
Outros enquadramentos e consequências
Para além da violência na AG, o FC Porto avança com um pedido de indemnização de cinco milhões de euros contra os arguidos. Existem ainda processos disciplinares abertos a antigos associados, com expulsões ocorridas em alguns casos. Triangula-se assim com a polémica envolvendo o acesso a bilhetes no âmbito de um protocolo entre clube e claque.
No desenrolar do caso, Villas-Boas acabou por lançar a sua candidatura à presidência do FC Porto, vencendo o pleito com uma maioria superior a 80%. A situação gerou críticas à atuação da direção, incluindo a de Pinto da Costa, mas não altera o enquadramento legal já em curso.
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