- Um homem de 31 anos foi condenado pela justiça da Áustria a sete meses de prisão com pena suspensa e a pagar uma multa de 1.200 euros, por ter gravado jogadoras do SCR Altach em balneários, ginásio e duches com telemóvel.
- Ele foi dirigente do clube entre 2020 e 2025; cerca de trinta jogadoras identificadas, incluindo menores com menos de 14 anos, são as vítimas contempladas pela indemnização por danos morais de 625 euros a cada uma.
- O tribunal de Feldkirch entendeu que as gravações, feitas apenas para consumo próprio, justificam a indemnização, destacando o impacto na privacidade das jogadoras.
- As vítimas leram declarações em tribunal, descrevendo a sensação de balneário “casa” destruída e a violação da sua intimidade, com preocupação sobre a segurança em duches públicos.
- A acusação pode recorrer; o Ministério Público pediu três dias para refletir, de modo a decidir sobre a continuidade do processo, não sendo a decisão ainda definitiva.
Um homem de 31 anos foi condenado pela justiça austríaca a sete meses de prisão com pena suspensa, além de uma multa de 1.200 euros. O veredito, proferido pelo Tribunal de Feldkirch, considerou-o culpado de gravar jogadoras de futebol nos balneários, ginásio e duches do SCR Altach, onde atuou como dirigente entre 2020 e 2025.
Ao todo, cerca de 30 jogadoras foram identificadas como vítimas, incluindo várias menores. O Tribunal determinou ainda o pagamento de uma indemnização por danos morais de 625 euros a cada vítima, justificando que fotografar para consumo próprio não é equivalente a manter o que se gravou.
A defesa da vítima mais conhecida, a ex-jogadora Eleni Rittmann, acompanhou o desfecho do caso e reagiu publicamente. Em publicações no Instagram, a comentadora salientou que o responsável era figura de relevo no SCR Altach e questionou se a punição seria suficientemente dissuasora, refletindo sobre o impacto na sensação de segurança das jogadoras.
Durante o julgamento, foi lida uma declaração de algumas jogadoras, que descreveu o balneário como espaço de pertença violado pela ação do condenado, afetando a confiança no futuro ambiente desportivo. O texto também destacou o trauma causado pela violação da privacidade.
O caso ganhou relevância nacional, levando a intervenção da Ministra do Desporto, Michaela Schmidt, que classificou os crimes como nojentos e sublinhou a importância de espaços seguros para as atletas. A dirigente destacou a necessidade de proteção para que as jogadoras possam treinar sem receio.
Segundo o advogado de defesa, os investigadores apreenderam 188 ficheiros de imagem e vídeo, que não chegaram a ser partilhados, e parte do material foi destruída. O acusado mostrou solidariedade às vítimas e pediu desculpa pelas suas ações, reconhecendo a sentença.
Embora a sentença tenha sido aceite pelo arguido, o Ministério Público indicou que pode recorrer, mantendo ainda pendente a possibilidade de análise de recurso. A decisão final depende de eventual recurso e do prazo de reflexão solicitado pela acusação.
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