- A Federação Portuguesa de Futebol apresentou o Plano estratégico 2024-2036, com o objetivo de chegar a 400 mil federados.
- O plano mantém a meta já prevista pelo ex-líder Fernando Gomes, após concluir a última época com 250,7 mil praticantes federados.
- Dentre os eixos estratégicos está o reforço do futebol feminino, a formação e a arbitragem, que passa a prever 13 mil árbitros e a criação de uma entidade externa de arbitragem.
- O Mundial de 2030 será coorganizado por Portugal, Espanha e Marrocos; o documento também aborda alterações aos quadros competitivos e às eliminatórias.
- O plano visa reforçar a base de recrutamento para 60 mil praticantes, investir na formação de talento e na criação da primeira universidade de futebol, com foco na sustentabilidade e inovação.
A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) apresentou nesta terça-feira o seu plano estratégico para 2024-2036, com o objetivo de chegar a 400 mil federados. O documento foi apresentado sob a liderança de Pedro Proença, que já dirige o organismo. A medida mantém a visão do anterior líder, Fernando Gomes.
O plano aposta na formação, na detenção de talento luso-descendente e no reforço da ligação ao desporto escolar, com a criação da primeira universidade de futebol do mundo. A direcção descreve o objetivo de unir o futebol, destacando transformações económicas, sociais e tecnológicas como contexto.
Sob o lema “unir o futebol”, o documento define 10 eixos estratégicos. Entre eles estão o futebol feminino, a arbitragem, a formação e a competição, bem como o Mundial 2030, que Portugal organizará com Espanha e Marrocos.
Arbitragem e modelos competitivos
A arbitragem deverá triplicar o número de juízes para 13 mil, com formação técnica e inovação tecnológica. A FPF aponta escassez de árbitros face ao calendário, justificando a criação de uma entidade externa profissional para a área.
O texto também discute alterações aos quadros competitivos, incluindo a Taça da Liga e a Supertaça, e avalia novas propostas para a estrutura da Taça de Portugal, com possível final four. A Liga Revelação deverá funcionar como última etapa formativa.
Formação, igualdade e competições nacionais
A Liga Revelação poderá limitar inscrições de atletas não formados localmente. A aposta na formação continua na mesma linha, com foco em ampliar a prática, melhorar infraestruturas e apoiar clubes na transição para ligas superiores.
O futebol feminino permanece centro do programa, com metas de melhoria de condições, maior acesso a infraestruturas e solidariedade entre clubes promovidos à Liga BPI. O ensaio é reforçar o equilíbrio de oportunidades entre profissionais e estruturas.
Mundial 2030 e ambição sustentável
O Mundial 2030 surge como oportunidade para posicionar Portugal como referência internacional. O plano prevê modernização de infraestruturas, formação de novos quadros e um plano de sustentabilidade, incluindo uso de energias renováveis.
A implementação trará também benefícios tecnológicos, com experiências imersivas para adeptos e adoção de soluções inovadoras para grandes eventos. O plano reforça ainda a ideia de um desporto mais inclusivo e representativo.
Observações finais
O documento reforça a ambição de vencer competições internacionais até 2036, sem deixar de lado a sustentabilidade e a responsabilidade social. A Fundação FPF, criada no ano anterior, é apresentada como parte do caminho para esse objetivo.
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