- A Federação Portuguesa de Futebol apresentou o plano estratégico para 2024-2036, mantendo o objetivo de chegar a 400 mil federados.
- No final da última época, havia 250,7 mil federados, com aumento de 31% face a 2018/19, sob a liderança de Pedro Proença, sucedendo Fernando Gomes.
- O plano foca a formação e a ligação ao desporto escolar, incluindo a criação da primeira universidade de futebol do mundo.
- Entre os dez eixos estratégicos está a afirmação do futebol feminino, a revolução na arbitragem, o crescimento da formação e alterações nos quadros competitivos, com o Mundial de 2030 a ser coorganizado por Portugal, Espanha e Marrocos.
- Em arbitragem, pretende-se triplicar o número de árbitros para 13 mil, criar uma entidade externa profissional de arbitragem e promover mudanças na Taça da Liga, na Taça de Portugal e na Supertaça, bem como novos formatos para a Liga Revelação.
A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) apresentou esta terça-feira o plano estratégico para o período 2024-2036, com o objetivo de chegar aos 400 mil federados. A iniciativa, liderada por Pedro Proença, mantém a visão lançada pelo anterior presidente Fernando Gomes. A meta de duplicar o número de atletas inscritos continua no centro do documento.
O lançamento ocorre num contexto de transformações económicas, sociais e tecnológicas, que o organismo classifica como marco para a missão da FPF. O plano destaca a formação e a ligação ao desporto escolar como pilares, incluindo a ambição de criar a primeira universidade de futebol do mundo.
Estrutura e eixos estratégicos
A estratégia, sob o lema unir o futebol, apresenta 10 eixos que abrangem desde o futebol feminino até à arbitragem e à formação. O objetivo é reforçar o talento nacional e melhorar a gestão do ecossistema, incluindo o Mundial 2030, que Portugal sediará em parceria com Espanha e Marrocos.
A arbitragem aparece como um eixo prioritário, com a ambição de triplicar o número de árbitros para 13 mil. O plano defende formação contínua, inovação tecnológica e a criação de uma entidade externa que lidere a arbitragem de forma independente.
Alterações de quadros e competição
O documento aborda alterações nos quadros competitivos, incluindo investigação sobre o modelo da Taça da Liga e eventuais reformulações da Supertaça e da Taça de Portugal. Também se discute a entrada de equipas com melhores classificados da Liga Portugal Betclic na 4.ª eliminatória.
A Liga Revelação é outra área de foco, com propostas para que funcione como última etapa de formação e para limitar inscrições de atletas não formados localmente. A intenção é consolidar a progressão de talentos dentro dos clubes.
Desempenho e equidade no futebol
O plano reforça o crescimento do futebol feminino, que tem evoluído, mas permanece abaixo do seu potencial. As metas incluem aumentar a base de praticantes de 21 para 60 mil, ampliar a formação de talento e promover maior presença feminina em áreas profissionais.
O Mundial 2030 surge como oportunidade para afirmar o futebol português a nível internacional, com projetos de qualificação, modernização de infraestruturas e sustentabilidade. Prevê-se ainda a integração de programas de formação e uso de energias renováveis.
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