- Vincent Kompany, treinador do Bayern de Munique, criticou José Mourinho e questionou a justificação dada por Mourinho em relação ao alegado racismo de Prestianni contra Vinícius, no Benfica-Real Madrid.
- Kompany afirma acreditar na veracidade das alegações de Vinícius Júnior e aponta que a reação do brasileiro foi natural, sem encenação.
- O treinador belga pediu a Prestianni que peça desculpa, assuma o erro e aceite o impacto no eventual castigo, sublinhando que punir injustamente não é aceitável.
- Kompany criticou Mourinho por ter atacado o caráter de Vinícius ao deslegitimar o que aconteceu, dizendo que é um erro de liderança ter essa postura.
- O técnico recordou episódios passados de Mourinho em que festejos e confrontos com árbitros geraram controvérsia, e revelou ter já sofrido racismo, acabando por contextualizar a gravidade da situação.
Vincent Kompany, treinador do Bayern de Munique, criticou declarações de José Mourinho sobre o alegado racismo no episódio entre Vinícius Júnior e Prestianni, durante Benfica vs Real Madrid. O treinador belga reforçou a importância de reconhecer o testemunho do jogador brasileiro e a gravidade de qualquer ofensa racial. O tema foi abordado antes do encontro Bayern-Munique frente ao Eintracht Frankfurt.
Kompany afirmou ter dúvidas sobre as explicações dadas por Mourinho, destacando que a reação de Vinícius Júnior foi natural e não encenada. Reforçou que nenhuma ação justifica descredibilizar quem denuncia racismo, independentemente do contexto das celebrações de jogo.
O técnico do Bayern também criticou o uso dos feitos de celebração de Vinícius para minimizar o que aconteceu, lembrando episódios de Mourinho em outras pistas de jogo. Disse que liderar envolve responsabilidade e que ataques ao caráter não são aceitáveis.
Kompany recordou ainda a polémica justificação de Mourinho ao citar Eusébio, antigo jogador do Benfica. Questionou se é possível compreender o sofrimento de jogadores negros na década de 1960, apontando que a defesa do clube nessa linha foi inadequada.
Por último, o treinador alemão revelou ter enfrentado racismo, ao mencionar ter sido chamado de “macaco castanho” numa disputa contra o Club Brugge no seu país natal, reforçando que o tema persiste no futebol.
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