- A Federação Portuguesa de Futebol pediu definição urgente da distribuição das verbas do mecanismo de solidariedade da UEFA, destacando o impacto para os clubes profissionais.
- O montante, estimado em mais de seis milhões de euros, ainda não foi definido pela Liga Portuguesa de Futebol Profissional, com a UEFA a disponibilizá-lo a partir de 27 de fevereiro.
- União de Leiria, Vizela e Felgueiras avançaram com providência cautelar no Tribunal Arbitral do Desporto contra deliberações da Liga Portuguesa de Futebol Profissional.
- A UEFA exige, desde a época 2024/25, que setenta e cinco por cento dos clubes da I Liga approve a alocação de parte das verbas aos clubes da II Liga; a FPF atua como intermediária.
- A FPF pretendia aprovar o mecanismo nesta sexta-feira, mas a ausência de indicação formal da LPFP impediu a decisão, mantendo-se a espera pela comunicação oficial.
A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) pediu urgência na definição da distribuição das verbas do mecanismo de solidariedade da UEFA, que ultrapassam os seis milhões de euros. O objetivo é permitir a distribuição rápida aos clubes profissionais.
O comunicado da FPF afirma que o montante tem impacto desportivo e económico nos clubes do futebol profissional, justificando a necessidade de uma decisão célere. A instituição posiciona-se como intermediária entre a UEFA e os clubes.
A posição da FPF surge na esteira de ações judiciais movidas pela União de Leiria, Vizela e Felgueiras contra a Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) no TAD, contestando deliberações de assembleias gerais recentes.
Segundo a FPF, a decisão não compete à federação pronunciar-se sobre decisões da LPFP, cabendo-lhe apenas instruir o processo e encaminhar o assunto à UEFA, cumprindo a circular emitida para o efeito.
Desde 2024/25, a UEFA exige que 75% dos clubes da I Liga aprovem a alocação de parte das verbas aos clubes da II Liga, explicou a FPF. A federação atua, portanto, para indicar à UEFA os critérios de distribuição e os clubes elegíveis.
A FPF indicou que pretendia aprovar, nesta sexta-feira, o mecanismo para envio à UEFA, mas a falta de indicação formal da LPFP impediu qualquer decisão. A UEFA informou que as verbas ficam disponíveis a partir de 27 de fevereiro.
A federação sublinhou que irá respeitar a decisão comunicada pela LPFP e acatar eventuais deliberações judiciais sobre o tema. A UEFA manterá contacto com as autoridades portuguesas para formalizar o processo.
Na última reunião magna, os clubes da I Liga rejeitaram a distribuição proposta da solidariedade da UEFA para os clubes da I e II Liga, com seis votos contra entre 18 sociedades. A proposta exigia 75% de apoio.
Como resultado, os clubes da II Liga perdem o acesso, nesta época, a cerca de seis milhões de euros que seriam cedidos pelos clubes da I Liga não europeus, parte de um bolo global de 12 milhões de euros.
Entre 16 de janeiro e 6 de fevereiro, as deliberações da LPFP foram objetos de providências cautelares apresentadas ao TAD pela União de Leiria, Vizela e Felgueiras, que contestam as decisões associativas.
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