- Patrice Evra afirmou, em entrevista ao The Telegraph, que na sua formação os miúdos limpavam as chuteiras dos mais velhos, vendo isso como uma prenda; hoje, essa prática seria encarada como escravatura.
- A diferença geracional é atribuída a uma educação e a pais diferentes, com métodos mais duros que, segundo ele, rendiam mais.
- Evra lembra que, sob Alex Ferguson, o treinador apontava culpas publicamente e criava uma pressão muito grande para a equipa.
- O ex-defensor diz que preferia que Ferguson o corrigisse com elogios ou com críticas diretas às falhas, para melhorar, ao invés de ser elogiado sem falhas.
Patrice Evra falou este domingo sobre as diferenças entre a sua geração e a atual, em entrevista ao The Telegraph. O antigo defesa descreveu a evolução das práticas na formação, destacando episódios que, na época, eram encarados de forma pragmática mas hoje geram controvérsia.
Para Evra, limpar as chuteiras dos mais velhos era visto como uma prenda, não como um trabalho. Recorda que os miúdos repetiam gestos de jogadores como Ronaldo, Keane ou Giggs, recebendo essa tarefa como parte da camaradagem do balneário.
O ex-jogador explica que a percepção mudou com a nova forma de educação dos filhos e com o papel dos pais. Diz que é uma educação diferente, influenciada pela sociedade, e que o futebol reflete esse contexto mais alargado.
Mudanças geracionais
Sobre Alex Ferguson, Evra descreve uma abordagem exigente. Relembra que, diante de todos, o treinador apontou responsabilidades: se a equipa perdesse, a culpa seria dele, e o jogador seria alvo da crítica direta. Evra afirma conhecer bem a sua educação e limites.
A história também revela que Ferguson valorizava a disciplina e a responsabilidade individual. O francês acrescenta que, na sua perspetiva, o objetivo era alcançar a perfeição, mesmo diante de críticas duras em treino e jogos.
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