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Pais de atletas do Albergaria vão denunciar ao MP após jogo sob temporal

Pais de atletas sub-17 do Albergaria antecipam denúncia ao MP por omissão de dever de cautela após jogo sob alerta laranja

Pais de atletas do Albergaria admitem avançar com denúncia ao MP após jogo sob temporal
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  • Pais de atletas sub‑17 do Clube de Albergaria vão avançar com uma denúncia ao Ministério Público (MP) por eventual omissão de dever de cautela, após jogo realizado num fim de semana com alerta laranja de vento e chuva no distrito de Aveiro.
  • Após reunião de urgência com a direção do clube, os encarregados de educação exigem apuramento de responsabilidades, considerando negligência e falta de critérios na gestão de risco.
  • Os pais dizem que a Associação de Futebol de Aveiro foi imprudente, sabendo do alerta, e lembram que noutras zonas, como Lisboa, muitos jogos foram cancelados.
  • O presidente da AF Aveiro explicou que está a decorrer uma averiguação e já existem dois ou três casos referenciados entre cerca de quatrocentos jogos; há gravações de vídeo apresentadas pelos pais.
  • Exigem revisão de protocolos para jogos de formação em situações de alerta meteorológico e formação obrigatória para árbitros sobre gestão de risco e proteção de menores; a apresentação formal da queixa ao MP depende de respostas das entidades desportivas.

Os pais de atletas sub-17 do Clube de Albergaria vão avançar com uma denúncia ao Ministério Público por eventual omissão de dever de cautela, após um jogo realizado num sábado sob condições meteorológicas adversas. A decisão surge após reunião de urgência com a direção do clube, na terça-feira, em que foi exigida responsabilização pela gestão de risco diante do aviso de alerta laranja para vento e precipitação no distrito de Aveiro.

O encontro com a direção do Albergaria decorreu após o jogo disputado no Estádio Municipal de Albergaria-a-Velha, frente ao Macieira de Cambra. Os encarregados de educação consideram haver negligência e falta de critérios na organização, alegando que a AF Aveiro deveria ter intervenido com mais rigor. O grupo já apresentou gravações que, segundo descrevem, demonstram condições inseguras para o jogo.

O presidente da AF Aveiro, José Neves Coelho, admitiu a existência de uma averiguação e referiu que, entre cerca de 400 jogos, apenas dois ou três casos foram mencionados até ao momento. Os pais destacaram que a situação criou insegurança na bancada e na infraestrutura, com zonas sujeitas a abalos provocados pelo vento.

Segundo os encarregados de educação, o árbitro manteve o jogo em curso apesar do alerta para eventos extremos de vento. Os pais asseguram ter vídeos que comprovam as dificuldades com a trajetória da bola e com situações de bola parada, além de relatos de chapas e painéis publicitários a oscilar no estádio.

A conversa entre a direção do clube e os pais resultou na promessa de clarificações por parte da AF Aveiro, que indicou disponibilidade para averiguar os factos. Contudo, os pais exigem uma revisão dos protocolos de segurança para formação em situações de alerta e formação obrigatória de árbitros sobre gestão de risco e proteção de menores.

A denúncia formal ao MP permanece em aberto e só será apresentada caso as entidades desportivas não reconheçam falhas nem implementem mudanças imediatas. A afetação de procedimentos mais rigorosos para menores permanece entre as reivindicações prioritárias.

Para já, o presidente da AF Aveiro explicou que já foi pedida informação ao Conselho de Arbitragem sobre o que o árbitro declarou naquelas circunstâncias. A instituição reforçou que, por lei, cabe aos árbitros e aos clubes decidir localmente se existem condições de segurança para prosseguir.

O órgão máximo regional reiterou ainda que não houve suspensão generalizada da jornada porque não foram identificadas razões fortes para tal. A AF Aveiro disse manter-se disponível para alterar regulamentos e melhorar a formação de árbitros com o objetivo de prevenir situações semelhantes.

No fim de semana, incidentes em outras provas também levantaram preocupações sobre a segurança. Em Nogueirense, duas jogadoras e um elemento da equipa técnica foram encaminhados ao hospital com hipotermia, após jogo da Taça Feminina de Promoção. A FPF afirmou ter atuado em conformidade com avisos de meteorologia, autorizando adiamentos quando solicitado.

Fontes oficiais destacaram que a avaliação das condições de início e de normal andamento depende exclusivamente da equipa de arbitragem, com a avaliação a caber aos intervenientes no local. A FPF confirmou que acompanhou de perto os avisos emitidos pelas autoridades competentes.

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