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FPF planeia reformular quadros competitivos e direitos televisivos

FPF apresenta plano estratégico com reformas nos quadros competitivos e direitos televisivos, incluindo cláusula de solidariedade e centralização a partir de 2028/29

Federação Portuguesa de Futebol
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  • A FPF vai reformular quadros competitivos e direitos televisivos, apresentando o plano estratégico em 24 de fevereiro, exatamente um ano após Pedro Proença ter substituído Fernando Gomes.
  • No Congresso do Futebol, em Oeiras, foram apresentadas mais de cem propostas para reforçar sustentabilidade, competitividade e coesão da modalidade.
  • As alterações incluem a Taça de Portugal com os “grandes” entrando numa ronda mais tardia, meias-finais a um só jogo, a Supertaça no formato de final-four, bem como mudanças no Campeonato de Portugal e na Liga Revelação.
  • Sobre a centralização dos direitos televisivos, a implementa‑ção nas competições da Liga Portuguesa de Futebol Profissional fica para 2028/29, com cláusula de solidariedade para distribuir melhor os recursos entre clubes.
  • Outras medidas destacadas: harmonização regulatória entre provas nacionais, novo modelo de financiamento da FPF, criação do Walking Football competitivo e uma Universidade do Futebol com licenciatura; o próximo congresso está marcado para 29 e 30 de janeiro de 2027.

A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) anunciou, este fim de semana, as linhas gerais do seu plano estratégico para 2024-2029. O objetivo é reformular quadros competitivos e os direitos televisivos, entre outras medidas.

O presidente Pedro Proença participa desde há um ano na liderança da FPF, após substituir Fernando Gomes. O anúncio foi feito pelo diretor executivo Vasco Pinho durante o Congresso do Futebol Português, realizado na Cidade do Futebol, em Oeiras.

O Congresso serviu de palco para apresentar mais de 100 propostas que visam reforçar a sustentabilidade, a competitividade e a coesão do futebol nacional. Entre elas, a reformulação das provas sob tutela da FPF.

A agenda inclui alterações na Taça de Portugal, com os grandes clubes entrando numa ronda posterior e as meias-finais a um único jogo, além da Supertaça num modelo de final-four. O Campeonato de Portugal também deve sofrer ajustes.

Centralização dos direitos televisivos

Pretende-se implementar uma cláusula de solidariedade nos contratos para distribuir melhor os recursos entre clubes, com a centralização a iniciar-se nas competições da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) a partir de 2028/29.

A FPF detalha ainda a harmonização regulatória entre provas nacionais, distritais e regionais, e o lançamento de um novo modelo de financiamento que articularia associações, Liga e clubes. O walking football também figura entre as medidas.

No âmbito da formação, a Federação aponta a criação de uma Universidade do Futebol e a implementação de uma licenciatura dedicada à modalidade.

A próxima edição do congresso já tem data marcada para 29 e 30 de janeiro de 2027. Os responsáveis asseguram continuidade do processo de reformulação, com continuidade de consultas e planeamento.

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