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Boavista paga mais 53 mil euros a credores

Boavista paga 53.371,64 euros à massa insolvente; restante de 96 mil euros a liquidar até 6 de fevereiro, com investidor em negociações para viabilizar o clube

Garrido Pereira, presidente do Boavista
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  • O Boavista depositou 53.371,64 euros na massa insolvente dos credores, após falha no pagamento previsto para 13 de janeiro.
  • Falta liquidar 96 mil euros, correspondente à primeira de três prestações para pagar dívidas vencidas e não regularizadas.
  • A administração de insolvência indica que o depósito para janeiro já está assegurado e que o restante será pago até 6 de fevereiro com apoio de um investidor.
  • O movimento visa encerrar a atividade do clube, sem necessidade de nova convocação da assembleia de credores.
  • A situação envolve a SAD do Boavista, com problemas de licenciamento e participação desportiva, contribuindo para o afastamento do Boavista das competições oficiais.

O Boavista pagou 53.371,64 euros à massa insolvente dos credores, com atraso face ao prazo de 13 de janeiro. A informação foi confirmada pela administradora de insolvência do clube, nesta sexta-feira.

Segundo um requerimento ao Tribunal de Comércio de Vila Nova de Gaia, o clube liquidou as despesas correntes deste mês. Falta ainda pagar 96 mil euros, correspondente à primeira de três prestações de dívida vencida.

Após ter depositado 55 mil euros em dezembro de 2025, o Boavista deveria ainda pagar aos credores até 10 de cada mês as prestações de janeiro, fevereiro e março, mais a quantia de 96 mil euros.

Como houve incumprimento em janeiro, a administradora iniciou diligências para encerrar a atividade do clube, sem necessidade de nova convocação da assembleia de credores, segundo o processo.

A direção revelou que o depósito de 53.680 euros já está assegurado, com os 96 mil euros remanescentes a liquidar até 6 de fevereiro, com a participação de um alegado investidor interessado na viabilização do clube.

O requerimento afirma ainda que, com o depósito, a regularização das despesas de janeiro não prejudicará a massa insolvente e pode atenuar dúvidas sobre o encerramento.

Na segunda-feira, um credor pediu o afastamento da direção liderada por Rui Garrido Pereira e que a gestão passasse para a administradora de insolvência, segundo outro requerimento.

Em dezembro de 2025, o clube tinha acordado com credores manter a atividade mediante cobertura do défice corrente. Pouco depois, lançaram-se campanhas de angariação de fundos para sustentar as despesas de dezembro.

A administradora de insolvência já solicitou o encerramento da atividade do Boavista, cuja liquidação foi aprovada em setembro, por ser geradora de prejuízos para a massa insolvente.

O Boavista detém 10% do capital da SAD, que deveria competir na Liga 2 em 2025/26, mas foi relegada pela AF Porto para a 1.ª Divisão Distrital, sem licença desde maio e sem reforços desbloqueados pela FIFA.

A SAD, liderada por Fary Faye, mantém acordos com antigos e atuais jogadores da equipa de sub-19, sem conseguir desbloquear as restrições da FIFA, que persistem desde 2025.

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